sábado, 7 de novembro de 2015

ESTUDO TEOLÓGICO Nº 23

Estudo do Livro Fundamentos da Fé Cristã   Nº 23
     Um manual de Teologia ao alcance de todos.
           Autor: James Montgomery Boice
   
         CAPÍTULO 14 – INTEGRALMENTE PAGO.


As palavras redenção e Redentor estão entre as mais preciosas do vocabulário cristão, embora não sejam as mais usadas quando falamos do ministério de Cristo, visto que é mais comum referirmos a Ele como Salvador e, muitas vezes, como Senhor. Mas essas palavras falam-nos mais diretamente o que Jesus Cristo fez para a nossa salvação e qual foi o custo para que Ele o fizesse.
No início do deste século, B. B. Warfield fez um discurso para os alunos novos no qual chamava a atenção para o fato de o título Redentor transmitir uma revelação profunda. Ele escreveu assim:
“A palavra Redentor não só apensas expressa que recebemos a salvação de Jesus, mas também reflete nossa apreciação pelo preço que lhe custou alcançá-la para nós. Denomina, especialmente, o Cristo da Cruz. Sempre que a pronunciamos, visualizamos a cruz diante de nossos olhos, e nosso coração é inundado com a preciosa lembrança do que não apenas Cristo nos deu a salvação, mas de que Ele pagou um alto preço por ela” (Warfield, 1970, p. 325).

Warfield comprovou sua afirmação por meio de uma extensa série de citações de hinos da igreja nas qual a palavra redentor aparece

Deixem que as novas almas sejam uma oferta.
O nome de nosso Redentor.
Ao orarmos pelas graças indulgentes.
Através do nome de nosso Redentor.
Filho todo-poderoso, Verbo Encarnado.
Nosso Profeta, Pastor, Redentor, Senhor.
Oh milhares de vozes cantam
Louvores ao Redentor,
Porque ele morreu por mim.
Guia-nos até, onde o nosso bebê Redentor repousa.
Meu preciso Redentor e meu Senhor.
Toda glória, louvor e honra
A ti Redentor, Rei.
Nosso bendito Redentor, antes de respirar
Seu delicado e último adeus”.

Warfield citou pelo menos o dobro do número de hinos, e então, fez a mesma coisa com os que usam a palavra resgate, que, como ressaltou, é um sinônimo bem próximo de redenção.
É possível que, nos dias atuais, essas palavras sejam menos apreciadas do que antigamente. Entretanto, isso se deve ao fato de serem menos compreendidas, não significando que a ideia por trás delas sejam menos atrativas aos cristãos. Além disso, menos que admitamos que tais termos tenham perdido um pouco de seu apelo popular, eles são adequados do que outras palavras que descrevem o que foi feito por nós na salvação.

O TRIÂNGULO DA SALVAÇÃO.
Vemos nesse triângulo quando consideramos as três principais palavras relacionadas ao que acontece com a salvação: Jesus (lado direito da base do triângulo). Propiciação (seta que sobe da base (Jesus) ao cume do triângulo), Deus (palavra em cima, no cume do triângulo), Justificação (Seta que desce de Deus (cume) até ao lado esquerdo da base, onde esta a palavra Cristãos), Jesus (lado direito da base), outra seta que segue a base até a palavra cristãos. Cada uma delas aparece nos versículos chave que introduzem o sacrifício de Cristo na apresentação de Paulo em Romanos 3:24,25a).
“Sendo justificados gratuitamente pela sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus, ao qual Deus propôs como propiciação, pela fé, no seu sangue”.
Podemos facilmente observar essa relação do triângulo como foi especificado acima. 1. A propiciação é apresentada pela seta que conecta Cristo a Deus. Essa seta aponta para cima porque Jesus propiciou o Pai por meio de Sua morte em nosso favor.
A seta que conecta o Senhor (Deus) aos cristãos é a justificação (perdão). A seta aponta para baixo porque a justificação (perdão) refere-se a algo (ação de Deus) que Ele fez para nós. Somos justificados (perdoados, tornados justos) pela graça (vontade imperiosa de Deus), cuja base é o sacrifício de Cristo.
O terceiro lado é a base do triângulo, a seta que conecta Jesus a nós é e Redenção. Esta aponta para nós porque a redenção é algo que Jesus fez pelo Seu povo, redimindo-nos e libertando-nos (do jugo do pecado que nos prendia ao diabo). Nesse diagrama, Deus é o iniciador de uma ação: Justificação. Jesus é o iniciador de duas ações: propiciação direcionada ao Pai, e redenção direcionada ao Seu povo. Nós, que não iniciamos nada, recebemos tanto a justificação como a redenção. Entretanto, o objetivo da ilustração é que percebamos que, entre as três palavras chave, apenas redenção descreve o que o Salvador faz por nós na salvação. Ele nos redime (nos liberta daquilo que nos afastava de Deus)! Então, é natural que esta palavra (REDIMIR) (ou ideia representada por ela) seja mais preciosa.
O vocabulário grego que serve de base para o principal grupo de palavras significando redimir, Redentor e redenção luô, que significa libertar ou alargar. Ele era usado em roupas folgadas ou armaduras soltas. Quando aplicado em seres humanos, a liberação de obrigações ou contrato, como por exemplo, a libertação de um prisioneiro. As vezes era usado com o significado de libertar alguém pelo pagamento de um valor de resgate.
Desse último uso, desenvolveu-se o substantivo lutron, que refere ao meio pelo qual a redenção do prisioneiro era consumada. Significa o valor do resgate em si. Daí desenvolveu-se um novo verbo, lutroõ, que diferente do primeiro luõ – que era apenas um termo geral para libertar e, ocasionalmente, significava resgatar -  parecia significar libertar pelo pagamento de um preço. Desse lutrõsis (Redenção, liberação), apoluõ (liberar, libertar, divorciar, perdoar) e outros termos foram derivados. Como os prisioneiros geralmente eram escravos, essas palavras também tinham relação com o ato de comprar um escravo com a intenção de libertá-lo.
Ate então tudo parece claro, já que, quando usada em relação à missão de Cristo, a palavra redenção nos remete, obviamente, ao que Jesus fez para nos libertar do pecado. Mas aqui, alguns problemas aparecem.
Da mesma forma que alguns estudiosos se opuseram ao verdadeiro significado de propiciação, argumentando que a ideia de aplacar a ira divina não é adequada à natureza do Deus Cristão, alguns tem se oposto também ao significado básico de redenção.
A ideia de libertação faz sentido para tais pessoas, mas o conceito de valor de resgate é completamente errado. “Como Deus pode determinar um preço para salvação?”, perguntam: “Se Jesus teve de pagar o preço de Sua morte para a nossa libertação, não significa, então, que Deus está, na verdade, vendendo seus favores, e que a salvação já não é mais pela graça?”
Ao desenvolver essa objeção, tem-se tentado interpretar de forma diferente a palavra redenção, a qual, por via de regra, é entendida como libertação, mas sem as implicações de resgate.
Parte deste trabalho foi feito por acadêmicos alemães em cujo idioma a palavra redenção (erloesung, mas não loskaufung) significa apena livramento. Acadêmicos cujo o idioma materno em o inglês apontam para o fato de que de que a palavra redenção não necessariamente remete a ideia de preço remissor. Por exemplo, os discípulos a caminho de Emaús desabafaram a respeito de suas expectativas frustradas de encontrar em Jesus o messias que esperavam. “E nós esperávamos que fosse ele o que remisse Israel” (Lc 24:21a). Não estava necessariamente implícita, então, a ideia de resgate pelo pecado ou mesmo nada espiritual. Ele apenas queriam dizer que o que esperavam era que Jesus fosse quem os livraria de Ruma.
Tais filósofos também assinalaram versículos sobre uma redenção final de nosso corpo. Em Lucas 21:28 é dito: “Ora, quando essas coisas começarem a acontecer, olhai para cima e levantai a vossa cabeça, porque a vossa redenção está próxima.”
Em Romanos 8:23, por sua vez, está escrito: “E não só ela, mas nós mesmos, que temos as primícias do Espírito, também gememos em nós mesmos, esperando a adoção, a saber, a redenção de nossos corpos.”
Em Efésios 4:30 lemos: “E não entristeçais o Espírito Santo de Deus, no qual estais selados para o dia da redenção.”
O que pode ser dito em relação a essa objeção? Uma resposta imediata é que os discípulos de Emaús obviamente compreenderam mal qual o tipo de redenção Jesus veio trazer. Outra é que, assim como no caso da propiciação, o preço da nossa redenção final, na verdade, não é um preço pago por outra pessoa a Deus, mas um preço que ele para a si mesmo. É o Senhor pagando a nossa conta para que a salvação deixe verdadeiramente livres. Uma terceira possibilidade é que exista um consenso defendendo nossa remissão final como uma libertação de um mundo pecaminoso.
Alcançar uma resposta satisfatória, no entanto,  requer uma pesquisa apurada acerca de dados lexicais. Existem quatro áreas de estudo.
Em primeiro lugar, as ideias de redenção no Novo Testamento são condicionadas necessariamente pelos modelos do Antigo Testamento.
No Antigo Testamento, a ideia ou o valor de um resgate é muito importante. Aqui, três palavras são particularmente significantes. A primeira é gaal (libertar) ou goel (geralmente traduzido como resgatador do mesmo sangue), que se refere à obrigação imposta a um parente de ajudar algum membro de sua família a preservar a honra ou os bens. Por exemplo, se um homem perdesse sua propriedade por causa de dívidas, como foi o caso do marido de Noemi, segundo o livro de Rute, era obrigação do resgatador do mesmo sangue (nesse caso, Boáz) recomprar a propriedade, restabelecendo-a, com isso, ao nome da família. Essa obrigação se estendia também à compra de alguém da família que fosse levado cativo, a fim de livrá-lo da escravidão (Lv 25:47-55).
A segunda palavra é padah. Ela significa restar pagando um preço, como na redenção do primogênito que, de outra forma, pertenceria ao Senhor (Ex 13:11-14; Nm 18:15,16). Ao contrário de gaal, a redenção que se refere é voluntária, e não obrigatória, como no caso de um parente.
A terceira palavra é kopher, que significa valor de resgate. Supunha, por exemplo, que um touro tenha chifrado alguém até a morte. Esse era um crime pelo qual o touro ou, em caso de negligência, seu dono poderia ser morto. Ele teria que pagar com a vida por aquele que teve a vida tirada. Mas poderia, também, redimir-se por meio do kopher, o que significa que poderia fixar um preço determinado pelos parentes do foi morto, colocando esse valor em lugar do confisco da vida da vítima (Ex 21:28-32).
Essas três palavras, cada uma com suas conotações e leis, indicam que a ideia de redenção pelo pagamento de um valor não só era comum, como também era um princípio fundamental na vida social e religiosa de Israel. A menos que possa ser comprovado de outra maneira, a redenção, é que deveria ser a concepção fundamental do Novo Testamento.
Em segundo lugar, na época do Novo Testamento, as palavras para redenção também eram usadas, no grego secular, como conotação de pensamento de um valor de resgate, em grande parte referindo-se à redenção de prisioneiro de guerra ou de escravos. Nesse caso, o valor era tão importante que era determinado até mesmo em requerimentos padrões de alforrias. Por exemplo: “______ vendeu ao Pythian Apollo um escravo macho  chamado ao preço de siclos, na condição de que ele seja liberto” (Morris, 1956 p. 22).
Em terceiro lugar, as passagens mais importantes do Antigo Testamento, aquelas que usam o vocabulário de redenção como a missão de Cristo, quase sempre enfatizam o preço pago por nossa libertação.
Em Mateus 20:28, Poe exemplo, é dito: “O Filho do homem não veio para ser servido, para servir e dar a sua vida em resgate de muitos”. Aqui, o valor da redenção é estabelecido pelo próprio Senhor: é a Sua vida.
Em Tito 2:14 está escrito que: “Jesus se deu a si mesmo por nós, para nos remir de toda iniqüidade e purificar para si um povo seu especial, zeloso de boas obras.” O uso da terminologia sacrificial nesse versículo (iniqüidade e purificar) indica que o autor não estava pensando na dádiva de Cristo dando a Sí mesmo como um presente em vida, como numa missão, mas, mais exatamente, como um presente de si mesmo na morte. Então, novamente, o preço da vida de Jesus é importante.
Finalmente, em 1 Pedro 1:18,19, é empregada uma linguagem mais clara:
“Sabendo que não foi por coisa corruptível, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa maneira de viver que, por tradição, recebestes dos vossos pais, mas com o precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro imaculado e incontaminado.”
Em cada uma dessas passagens (e em outras), a redenção é alcançada pelo pagamento maior dos preços, ou seja, a morte ou o sangue de Jesus Cristo, o Filho de Deus.
A quarta linha de sustentação para o significado tradicional de redenção é que as palavras mais comuns, aqueles que estivemos estudando, não são as únicas referentes à redenção que aparecem no Novo Testamento. Pelo contrário, existem duas outras, cada uma delas também envolvendo a ideia de libertação pelo pagamento de um valor.
Esse conceito é inerente ao próprio significado das palavras. A primeira é agorazõ. Significa comprar, e aparece em versículos como 1 Coríntios 6:19,20; 2 Pedro 2:1; Apocalipse 5:9,10. Todo o texto se refere aos escolhidos de Deus sendo comprados por meio da morte de Cristo.
A segunda palavra é exagorazõ, derivada da palavra anterior, e significa comprar os direitos. Como ambas são bem próximas da palavra agora, que significa mercado ou lugar de negócios, esses termos, na verdade, significam comprar os direitos do mercado, de forma que aquele que foi comprado nunca mais retorne para lá.
RESGATAR: ALFORRIAR.
O estudo lexical de resgatar não nos dá um significado teológico amplo De qualquer forma, voltamo-nos agora para as três doutrinas cruciais inerentes a ele.
A primeira doutrina diz respeito ao estado original do homem que não tinha pecado. Nesse estado, o primeiro homem e a primeira mulher eram livres, com uma liberdade própria dos seres criados. Eles estavam em comunhão com Deus.
Redenção significa que devemos ser comprados e levados de volta ao estado no qual estávamos antes disso. Aqui, é claro, o cristianismo contraria a opinião dominante do homem em nossos dias: de que ele está galgando gradualmente seu caminho, a partir de um começo menos perfeito ou até mesmo impessoal. A popularidade dessa visão contemporânea reside na ausência da culpa pelo pecado cometido, que nos leva a crer que a humanidade é para ser louvada sendo, na verdade, salvadora de si mesma.
Por outro lado, a visão bíblica do significado da palavra redenção, assim como de outros termos, é que, de fato, decaímos de um estado melhor e, então, somos culpados, daí nossa necessidade de um Salvador. Na verdade, nossa culpa é tão grande e tão imensa a nossa queda que nenhum outro, a não ser Deus, pode salvar-nos.
A segunda maior doutrina relacionada à ideia bíblica de redenção, é a Queda, como já foi sugerido. Existe um paralelo entre as formas pelas quais uma pessoa poderia tornar-se escrava antigamente e como, na Bíblia, alguém pode ser considerado escravo do pecado.
Essas formas de tornar-se escravo correspondem às várias maneiras relatadas na Bíblia sobre como o pecado aprisiona o indivíduo. Na antiguidade, era possível nascer escravo. Da mesma forma, está escrito que todos, desde Adão, nasceram no pecado. Davi escreveu: “Eis que em iniqüidade fui formado, e em pecado me concebeu minha mãe” (Sm 51:5).
Davi não quis dizer a mãe dele estava vivendo em pecado quando o concebeu ou que havia algo errado ao ato da concepção em si. Ele quis dizer que nunca houve um momento em sua existência em que estivesse livre do pecado. Visto que herdou essa natureza pecaminosa de seus pais, assim como eles a herdaram dos pais deles.
A última possibilidade, de tornar-se escravo por causa de dívida, é sugerida por Romanos 6:23a, texto no qual está escrito “que o salário do pecado é a morte.” A expressão não significa que o pecado é recompensado, a não ser a forma irônica, mas sim que este é uma dívida que apenas a morte do pecador pode pagar. Os conceitos de um estado original perfeito é uma subseqüente queda são importantes para a ideia expressa pela palavra redenção, mas ainda não representam a ideia principal.
O cerne da questão está na terceira doutrina chave relacionada à redenção. Embora tenhamos caído em desesperadora escravidão por causa do pecado, e sejamos controlados por ele, como um tirano cruel, Cristo comprou nossa libertação por intermédio de Seu sangue. Ele pagou o preço para que pudéssemos ser livres.
Talvez a mais rica ilustração bíblica sobre a salvação (e, principalmente, sobre o significado da redenção) seja a história de Oséias. Oséias era um profeta menor – menor no que diz a duração de seu ministério profético, não a importância deste – cujos escritos são baseados na história de seu casamento.
Do ponto de vista humano, o casamento de Oséias foi infeliz, já que a sua esposa provou ser infiel a ele. Entretanto, do ponto de vista divino, foi especial. Deus tinha dito a Oséias que o seu casamento funcionaria daquele jeito, mas que, apesar disso, ele deveria mantê-lo para, assim, ilustrar o amor do Pai por nós. O Senhor amava o povo que tinha preparado para si ainda quando ele era infiel, cometendo adultério espiritual com o mundo e seus valores.
O casamento era para ser uma representação. Oséias representaria o papel de Deus, enquanto sua esposa assumiria como personagem a nação de Israel. Ela seria infiel e, quanto mais infiel fosse, mais Oséias a amaria. É assim que o Pai nos ama, mesmo quando fugimos dele e o desonramos. Oséias descreveu sua incumbência com as seguintes palavras:
“O princípio da palavra do Senhor por Oséias: disse, pois, o Senhor a Oséias: vai, toma uma mulher de prostituição e filhos de prostituição; porque a terra se prostituiu, desviando-se do Senhor. E foi-se e tomou a Gômer, filha de Diblaim, e ela concebeu e lhe deu um filho.” (Oséias 1:2,3).
Existem lições significativas nos primeiros estágios desse drama, tanto nos nomes dos filhos nascidos de Oséias e Gômer como no cuidado dele para com sua esposa mesmo depois que ela o havia deixado. Entretanto, o climax acontece quando Gômer se torna escrava, provavelmente por causa da dívida. Oséias recebeu ordem de comprá-la de volta como demonstração da maneira pela qual Deus, que é fiel, ama e salva o Seu povo.
N antiguidade, os escravos sempre eram vendidos nus, e com Gômer não deve ter sido diferente, já que ela foi leiloada na cidade capital. Aparentemente, Gômer tinha sido uma linda mulher, e ainda era bonita, mesmo em seu estão arruinado. Então, quando o leilão começou, as ofertas foram altas, e os homens da cidade deram lances pelo corpo da escrava.
“Doze peças de prata”, alguém disse. “Treze” disse Oséias. “Quatorze.” “Quinze”, replicou Oséias. Os que deram os lances mais baixos retiraram-se, mas alguém acrescentou: “Quinze peças de prata e um ômer de cevada”. “Quinze peças de prata e um ômer e meio de cevada”, bradou Oséias.
O leiloeiro deve ter olhado em volta esperando um lance mais alto, e, como não teve nenhum, disse: “Vendida para Oséias, por quinze peças de pratas e um ômer e meio de cevada”.
A partir daquele momento, Oséias passou a ter uma esposa. Ele poderia tê-la matado se quisesse. Poderia ter feito um espetáculo público da forma que tivesse escolhido. Mas, em vez disso, colocou suas roupas de volta sobre ele, conduziu-a pelo caminho do anonimato no meio da multidão, e exigiu amor da parte dela, prometendo, simultaneamente, o mesmo de si. Aqui, vemos como expressou isso:
“E o Senhor me disse: Vai outra vez, ama uma mulher, amada de seu amigo e adúltera, como o Senhor ama os filhos de Israel, embora eles olhem para outros deuses e amem os bolos de uvas. E a compre para mim por quinze peças de prata, e um ômer de cevada, e meio ômer de cevada; e lhe diga: Tu ficarás comigo muitos dias; não te prostituirás, nem serás de outro homem; assim eu quero ser também para ti.” (Oséias 3:1-3).
Oséias tinha o direito de exigir o que ela, anteriormente, não estava disposta a dar. Entretanto, ao exigir, ele prometeu amor de si mesmo. O ponto principal da história é que Deus ama a todos os que são Seus verdadeiros filhos espirituais.
Este é o real significado da redenção: comprar alguém e libertá-lo da escravidão. E compreendermos a história de Oséias, entenderemos que somos como um escravo vendido no pedestal do leilão do pecado. Fomos criados pra ter comunhão com o Pai e para sermos livres, mas desgraçamo-nos por causa da infidelidade. Primeiro flertamos e, depois, adulteramos com esse mundo pecaminoso e com seus valores.
O mundo tem dado lances altos pelas nossas almas, oferecendo sexo, dinheiro, fama, poder e todos os outros itens que por ele trafegam. Mas Jesus, nosso noivo fiel nos ama, entrou no leilão e comprou-nos de volta. Ele deu como lance Seu próprio sangue. Não existe lance maior do que este. Nós passamos a ser dele. Ele nos vestiu novamente, não com os trapos de nossa velha iniqüidade, mas com vestes novas de justiça, e disse-nos: “Tu ficarás comigo muitos dias; não te prostituirás, nem serás de outro homem (deuses, ídolos); assim quero eu ser também para ti.” (Oséias 3:3).
Na atualidade, como a morte e ressurreição de Jesus nós passamos a ser livres, porque Jesus pagou o preço de nossa dívida com o Seu sangue derramado na cruz. A redenção é algo glorioso. Só de pensar sobre ela, nosso coração deveria aquecer-se e deveríamos louvar Àquele (Jesus Cristo) que deu de si mesmo para que pudéssemos ser livres.
Perdoe-me a extensão do  texto para estudo. Creio que deva ter sido muito esclarecedor, como que somos salvos salvos em Jesus Cristo.
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Assunto para o próximo sábado: Capítulo 15.
A GRANDEZA DO AMOR DE DEUS – Estudo Nº 24

“Deus vos abençoe e vos guarde”.


sexta-feira, 6 de novembro de 2015

NOS REGENEROU

"Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua muita misericórida, nos regenerou para uma viva esperança, mediante a ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos." 1 Pedro 1:3

Pensamento: Pedro escreve que Deus regenerou os homens para uma esperança viva, incorruptível, que não pode ser apagada ou esquecida. A vitória contra a morte e contra o mal, encheu o coração daqueles homens de uma esperança transbordante em amor e fé. E você, onde tem depositado sua esperança? A sua esperança, ainda que seja a última, ela morre? Lembre-se, então, de que a esperança daquele que já nasceu de Deus, salvo, pela fé em Jesus Cristo, é a única esperança que não morre, e nos conduz a vida eterna.

Oração: Pai querido, que essa mesma esperança do apóstolo Pedro, possa definitivamente preencher nossas almas e iluminar nossa experiência espiritual neste mundo. Assim também que essa mesma esperança seja por nós levada a tantos outros, que ainda não conhecem ao Senhor. Eu oro em nome de Jesus. Amém.
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quinta-feira, 5 de novembro de 2015

ANTES, SANTIFICAI A CRISTO

ANTES, SANTIFICAI A CRISTO

"Antes, santificai a Cristo, como Senhor, em vosso coração, estando sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir razão da esperança que há em vós." 1 Pedro 3:15

Pensamento: Quando entregamos nossa vida a Deus, abandonamos alguns hábitos do velho homem, e procuramos não envolver-se com o pecado. Esta atitude chama a atenção das pessoas próximas a nós, que logo nos perguntam a razão disso tudo. Paulo nos ensina a estar preparados, para responder com mansidão, sabedoria, afim de não somente exaltar ao Senhor, mas também atrair estes corações que ainda não tiveram um encontro com Jesus. Interessante também, que a palavra "razão" dá o sentido racional para nossa fé, ou seja, uma fé baseada em comportamento, atitude, e não apenas de sentimentos.

Oração: Senhor Deus, quando entreguei minha vida ao Senhor, eu assumi um compromisso de mudança de comportamentos, e hoje meu testemunho tem revelado a outras pessoas, que há uma esperança em mim, que talvez estas pessoas ainda não conheçam. Por isso Senhor, ajuda-me a estar sempre pronto para responder, falar do Seu amor, e anunciar a salvação. Eu oro em nome de Jesus. Amém.
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quarta-feira, 4 de novembro de 2015

O SENHOR OLHA O CORAÇÃO.

O SENHOR OLHA PARA O CORAÇÃO

"Porém o SENHOR disse a Samuel: Não atentes para a sua aparência, nem para a grandeza da sua estatura, porque o tenho rejeitado; porque o SENHOR não vê como vê o homem, pois o homem vê o que está diante dos olhos, porém o SENHOR olha para o coração." 1 Samuel 16:7

Pensamento: Quantas pessoas lutam para manter as aparências, vivendo uma vida de falsidade, de mentira, às vezes até em pecado, tentando se esconder até mesmo da sua própria família, e tudo muitas vezes por orgulho, ou quem sabe medo de se expor, porque se preocupam demais com a opinião das outras pessoas !!! Ninguém mais quer ser como é, todos querem ser como os outros são !!! A palavra do Senhor nos lembra que a virtude do homem está em seu interior, no seu coração. Davi era um homem segundo o coração de Deus, não porque ele era bom, ou porque era perfeito, mas porque ele tinha um coração quebrantado e arrependido na presença do Senhor, mas ele também era um pecador assim como nós, porém ele sabia reconhecer sua total dependência diante de Deus, e preocupava-se mais com a opinião do Senhor do que todas as outras.

Oração: Senhor Deus, eu peço perdão a Ti pelo meu orgulho, pela vergonha, pelo medo e pela idolatria de dar mais importância à opinião das pessoas do que à Sua. Ajuda-me a ter compromisso com o Senhor, reconhecendo que as minhas características físicas e o meu modo de agir, por mais que aos meus olhos sejam agradáveis ou não, aos olhos do Senhor são virtudes insignificantes se comparadas às atitudes do meu coração. Eu lhe agradeço porque eu entendo que o amor do Senhor por mim, não muda, Jesus já pagou o alto preço lá na cruz, fui alcançado pela Sua graça e não há nada que eu tenha que fazer para conquistar esse amor. Eu vos oro em nome de Jesus. Amém.
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terça-feira, 3 de novembro de 2015

UMA PALAVRA FIEL.

UMA PALAVRA FIEL.

"Esta é uma palavra fiel, e digna de toda a aceitação, que Cristo Jesus veio ao mundo, para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal." 1 Timóteo 1:15

Pensamento: Que Jesus Cristo veio ao mundo para salvar os pecadores, isso todo mundo concorda, mas têm gente por ai que não reconhece seus pecados, e acha que não precisa de Cristo. Neste texto o apóstolo Paulo, com muita humildade dá o exemplo, e mostra que não há quem não seja pecador. E todos precisam de Cristo.

Oração: Senhor Deus reconheço que sou um pecador, e se não fosse por Jesus Cristo eu não seria nada. Obrigado Senhor por ter enviado Jesus para me trazer salvação. Obrigado porque o sangue de Jesus me purifica de todo o pecado. Em nome de Jesus. Amém.

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segunda-feira, 2 de novembro de 2015

NÃO NOS CHAMOU PARA A IMUNDÍCIIA

NÃO NOS CHAMOU PARA  A IMUNDÍCIA.

"Porque não nos chamou Deus para a imundícia, mas para a santificação. Portanto, quem despreza isto não despreza ao homem, mas sim a Deus, que nos deu também o seu Espírito Santo." 1 Tessalonicenses 4:7-8

Pensamento: É fácil ignorar o chamado à santidade no mundo em que vivemos com muitos padrões diferentes. O inimigo faz com que comparemos nosso estilo de vida com as pessoas ao nosso redor, iludindo-nos para desvalorizar nossos pecados em comparação aos pecados dos outros. Mas a questão não é comparar nossos pecados; a questão é ter um coração agradecido, purificado pelo Espírito Santo e salvo pela graça. Ignorar, ou minimizar, o chamado do Espírito à santidade é rejeitar a Deus. Vamos ser zelosos pela santidade das nossas vidas, tanto porque isso é o que Deus quer de nós, como também porque é o que devemos buscar.

Oração: Pai, perdoe-me por tentar minimizar o significado do meu pecado. Use o seu Espírito para acender em mim uma paixão pela santidade e, por favor, capacite-me para viver de tal maneira que o Senhor seja honrado por tudo que tem feito para me salvar. No nome de Jesus eu oro. Amém.
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domingo, 1 de novembro de 2015

ARMAGEDOM, ULTIMA GUERRA

ARMAGEDOM: A ÚLTIMA GUERRA
Pr. Vanderman
Dias de temor e especulação. O que acontecerá durante a batalha do Armagedom? A Terceira Guerra Mundial, talvez?

Armagedom, seja o que for, parece que não estamos preparados para ele. Mesmo assim, vivemos obcecados para saber tudo sobre a última crise da Terra. Somente tal curiosidade pode explicar o sucesso de vendas do livro intitulado: A Agonia do Planeta Terra. Vamos examinar o plano do Armagedom proposto pelo autor Hal Lindsey. Ele vê uma dramática seqüência de eventos envolvendo conspiração, trapaças e guerras entre as potências mundiais.

Esse plano começa três anos e meio após o "arrebatamento", quando anticristo supostamente rompe seu pacto com os judeus. Então ele prossegue interrompendo os cultos no templo em Jerusalém e os sacrifícios de animais. Lindsey chama isso de "abominação da desolação", que causa uma grande tribulação e prepara o palco para o Armagedom.

O próximo passo em direção ao dia da destruição acontece quando um exército árabe-africano ataca Israel. De repente, os soviéticos traem seus aliados árabes e lançam sua própria invasão do Oriente Médio. Os russos conseguem obter o controle de toda a área, segundo Lindsey. Então a luta recrudesce de fato. O anticristo reune rapidamente um grande exército da confederação do Mercado Comum Europeu, da China Vermelha, e talvez dos Estados Unidos.

Essa poderosa hoste permite ao anticristo demolir a ocupação soviética de Israel. Lindsey afirma que a aniquilação total dos exércitos árabe-africano e soviético deixará somente duas potências para lutar pelo domínio do mundo:

"As forças combinadas da civilização Ocidental, sob a liderança do ditador romano, (o anticristo), e as enormes hordas do Oriente, provavelmente unidas sob a máquina de guerra da China Vermelha". Finalmente, Lindsey prediz que estas duas potências remanescentes lutarão entre si pelo controle do mundo. O campo de batalha será a Planície de Megido, no norte de Israel.

No clímax da guerra do Armagedom, Cristo voltará com Seus santos para destruir os pagãos e estabelecer Seu reino em Jerusalém para reinar sobre o mundo.

Porém, o que a Bíblia ensina sobre o Armagedom é o que realmente importa. Tenho várias dúvidas sinceras sobre o cenário que Lindsey descreve em A Agonia do Planeta Terra.

Para começar, não posso aceitar a predição de que "os Estados Unidos deixarão de ser o líder do Ocidente e provavelmente se tornarão, em algum sentido, parte da nova esfera européia de poder". A profecia bíblica ensina o contrário. O livro de Apocalipse prediz um papel poderoso dos Estados Unidos na condução do mundo para a crise final da Terra. E nada me preocupa mais do que os ensinos dos arrebatamentistas de que o templo judeu reconstruído em Jerusalém será o centro do reavivamento espiritual. Lindsey diz: "Haverá uma reinstituição do culto judeu segundo a lei de Moisés com sacrifícios e oblações".

Mas, isto não seria competir com o Calvário e negar o sacrifício vicário de Jesus? Quando Ele morreu, o véu do templo se rasgou, simbolizando o fim dos cultos e sacrifícios no templo judeu. Restaurar esses sacrifícios de animais, contradiria o que Cristo realizou como o Cordeiro de Deus. E qualquer coisa que venha a competir com o sacrifício consumado de Cristo não é obra de Deus, portanto o que haveria de tão mau se o anticristo acabasse com esses sacrifícios profanos de animais? Ele estaria fazendo um favor à causa de Cristo! Estamos levantando importantes perguntas aqui. Perguntas que interessam profundamente a todos os que apreciam o Calvário como o único e completo sacrifício para o pecado. Lembre-se da profecia predizendo a obra de Cristo na cruz em Daniel 9:27: "Ele fará cessar o sacrifício e a oferta..." Os ensinos arrebatamentistas levam estas lindas palavras para longe de Cristo e as dão ao anticristo!

Seria inadequado tirar Jesus de Daniel 9:27 e colocar ali o anticristo; isto ressuscita a mais questionável doutrina medieval da contra-reforma e mina por completo a verdadeira fé em Cristo.

Os arrebatamentistas crêem no sangue de Cristo para sua salvação. Então, por que esperam e oram para que o templo de Jerusalém seja reconstruído, antecipando que sacrifícios de animais serão oferecidos em seu altar? Como eles podem considerar tal idolatria um reavivamento espiritual?

Se o anticristo atacasse um templo judeu reconstruído em Jerusalém e pusesse fim a seus blasfemos sacrifícios, que negam a morte de nosso Senhor no Calvário, os verdadeiros cristãos diriam que esta seria a bênção de desolação, e não a abominação da desolação. Pense bem nisso. Em 1967, durante a Guerra dos Seis Dias, os israelenses recapturaram a velha Jerusalém. O general Moshe Dayan marchou até o Muro das Lamentações do velho templo e proclamou: "retornamos aos nossos mais sagrados lugares, para nunca mais deixá-los". Eles retornaram a seus lugares sagrados, mas infelizmente, não retornaram ao seu Messias. Eles ainda rejeitam o pacto da graça de Deus. Assim, como podem eles se considerar o povo escolhido de Deus? A Bíblia afirma claramente: "E, se sois de Cristo, então sois descendência de Abraão, e herdeiros conforme a promessa". Gálatas 3:29.

Esclarecidos estudiosos da Bíblia sabem que o Antigo Testamento não está centralizado primariamente em Israel, mas no Messias. E o Novo Testamento aponta para perto do santuário celeste, onde Jesus intercede por nós agora. "Ora, a suma do que temos dito é que temos um sumo sacerdote tal, que está assentado nos céus à destra do trono da majestade, ministro do santuário, e do verdadeiro tabernáculo, o qual o Senhor fundou e não o homem". Hebreus 8:1,2.

O templo está no Céu agora. O Senhor o construiu, não o homem. Qualquer coisa que possamos construir aqui seria um templo falso. E o que glorifica a obra do homem em construir esse templo falso deve ser um falso ensinamento. Nada poderia ser mais claro do que isto: a verdadeira profecia aponta para o alto, para o templo celeste na Nova Jerusalém, enquanto a falsa profecia aponta para baixo, para o templo terreno na velha Jerusalém.

Jesus alertou sobre falsos profetas com enganosas predições relativas à Sua vinda. Poderia toda a atenção colocada sobre Israel ser uma cortina de fumaça do inimigo para desviar os cristãos sinceros da verdadeira questão do Armagedom?

É interessante notar que Jesus alertou a igreja para fugir da cidade condenada de Jerusalém. Faríamos bem em aceitar Seu conselho hoje e fugir das falsas profecias sobre Jerusalém.

O que a Bíblia quer dizer ao predizer a volta dos judeus para Jerusalém? A resposta vem facilmente quando fazemos mais uma pergunta: de onde sairá o povo de Deus quando retornar a Israel? De Babilônia!

Aqui temos a chave para o entendimento da profecia bíblica do final dos tempos: a volta do povo de Deus para Jerusalém deve estar ligada ao alerta final de Apocalipse 18:2 e 4: "...caiu, caiu a grande Babilônia... sai dela, povo meu..."

Portanto, quando os profetas do Antigo Testamento falaram sobre a volta para Jerusalém, eles se referiram ao povo de Deus cativo na Babilônia. Os exilados judeus tinham que sair da Babilônia para retornar a Jerusalém. Ora, o que significa para nós hoje "sai da Babilônia"? A cidade nem sequer existe mais! Se você visitar a antiga cidade no Iraque, só encontrará ruínas. Portanto a referência de Deus à moderna Babilônia não pode ser aplicada a uma cidade literal. Existe alguma aplicação espiritual para a Babilônia hoje?

Eis uma coisa interessante, algo muito importante: todos os reformadores ensinaram que a Babilônia, no livro de Apocalipse, representa a cristandade caída, a igreja que abandonou a fé de seus fundadores do primeiro século.

Temos que admitir, com tristeza, que muitas igrejas hoje perderam a fé profética dos reformadores. Muitos protestantes agora têm adotado as falsidades da contra-reforma, as quais seus próprios fundadores condenaram como a crença da Babilônia.

Para nós, então, sair da Babilônia significa trocar a falsidade pela verdade; abandonar qualquer idéia de que o pacto da graça de Deus está sendo cumprido com a nação judaica fora do sangue de Jesus. Retornar a Jerusalém agora significa esperar pela fé a "cidade cujo edificador é Deus", de acordo com Hebreus 11.

Essa cidade, é claro, é a Nova Jerusalém no Céu. O Senhor é o edificador dela, e não um arquiteto judeu na velha Jerusalém. Nossa esperança está em: "...Jerusalém que agora existe, pois é escrava com seus filhos. mas a Jerusalém que é de cima é livre; a qual é mãe de todos nós". Gálatas 4:25,26.

Temos que procurar a Nova Jerusalém acima de nós, onde Jesus intercede como sumo sacerdote no templo celeste. E dependemos apenas dEle como Salvador, Senhor e futuro Rei! Com isto tudo em mente, estamos preparados para entender a batalha do Armagedom. Somente uma vez a Bíblia menciona essa palavra, no livro de Apocalipse, no capítulo 16, versículos 14 e 16: "porque são espíritos de demônios, que fazem prodígios; os quais vão ao encontro dos reis de todo o mundo, para os congregar para a batalha, naquele grande dia do Deus todo-poderoso. E os congregaram no lugar que em hebreu se chama Armagedom". Apocalipse 16:14,16.

Essa "batalha naquele grande dia do Deus todo-poderoso" é o conflito final da Terra. Mais do que forças humanas estarão lutando nos exércitos espirituais de Deus e Satanás. O Armagedom será o clímax do grande conflito entre o bem e o mal.

Onde será travada essa batalha? Bem, a história não oferece registro de qualquer lugar chamado Armagedom, mas a Bíblia nos dá algumas pistas. O texto diz que a palavra "Armagedom" vem do hebreu. Nesse idioma, a palavra combina "har" que significa monte, e "magedon," que muitos conectam com "megido". Portanto, o nome Armagedom pode ser entendido como "Monte de Megido". O Monte de Megido é uma pista com a qual podemos trabalhar.

Na época do Antigo Testamento, Megido era uma cidade-fortaleza pequena mas importante, ao norte de Jerusalém, perto da planície de Esdraelon. Uma vez, nas Escrituras, esta planície é chamada de Planície de Megido. Pode parecer um local lógico para a guerra, mas devemos lembrar que o Armagedom envolve um monte e não uma planície. Temos que encontrar um Monte de Megido, um monte com algum significado espiritual para os exércitos celestes.

Bem, destacando-se acima da paisagem de Megido, está o Monte Carmelo.

Este monte representa o Monte Megido, o cenário do "Armagedom".

Há muito tempo, nesse local, Elias comandou um dramático duelo entre Deus e Seus inimigos. O profeta convocou a nação para comparecer a esse monte e os desafiou a julgar entre o culto falso e o verdadeiro. Ouça seu corajoso apelo: "Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o Senhor é Deus, segui-o; se for Baal, segui-o..."

I Reis 28:21.

Deus conquistara uma grande vitória no Monte Carmelo. Ele derrotou os inimigos de Seu pacto, e novamente os derrotará, de uma vez por todas, no Armagedom.

De fato, o Comentário Internacional Sobre o Novo Testamento explica: "Har, H-A-R, Har-Magedom é o simbolismo do destronamento final de todas as forças do mal pela força e poder de Deus... Deus emergirá vitorioso e levará consigo todos os que colocaram sua fé nEle".

Portanto, agora entendemos que o Armagedom é um duelo entre a verdade e o erro, a lealdade a Deus ou ao poder do mal. Enquanto acontecem, com certeza, batalhas devastadoras entre os exércitos da Terra, o tema dominante das Escrituras é que o Armagedom centraliza-se em torno do conflito espiritual envolve cada ser humano pessoalmente. Para cada um de nós vem o desafio: "Até quando coxeareis entre dois pensamentos"?

Obedeceremos ao pacto da graça de Deus e nos afastaremos das falsidades da Babilônia? Seremos contados entre os santos que "guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus"?

Todos temos um papel a desempenhar no Armagedom. Quando Deus vencer os poderes do mal, nós também podemos vencer com Ele! O Apocalipse nos assegura que os santos triunfalmente "entoavam o cântico de Moisés, servo de Deus, e o cântico do Cordeiro". Apocalipse 15:3.

O cântico de Moisés e do Cordeiro! Qual seria ele?

Bem, você se lembra como Deus livrou Moisés e os israelitas na batalha com Faraó, durante seu Armagedom, com tribulações e pragas. Nós também enfrentaremos tribulação durante a crise final da Terra. A Bíblia diz que haverá sofrimentos de fato: "Haverá um tempo de angústia, o qual nunca houve, desde que houve nação até aquele tempo; mas naquele tempo livrar-se-á o teu povo..." Daniel 12:1.

Graças a Deus, Ele nos livrará, assim como salvou Moisés e os israelitas há muito tempo. Nós venceremos a tribulação final da Terra através do sangue do Cordeiro - o sangue de Jesus Cristo na verga da porta de nosso coração.

Imagine como será estar no Céu, diante do trono de Deus com os santos, naquela grande multidão que ninguém consegue contar. Vestidos com mantos brancos e segurando ramos de palma da vitória, entoaremos um canto de júbilo: "... ao nosso Deus... e ao Cordeiro, pertence a salvação". Apocalipse 7:10.

Pense sobre o dia que Jesus Cristo atravessará o céu do ocidente. Medite nisso muitas vezes e deixe que isto lhe dê algo pelo que viver. Pode haver algo mais emocionante para se contemplar? Ver primeiro uma pequena nuvem negra. Observá-la aproximar-se cada vez mais até se tornar branca e gloriosa. Uma nuvem diferente de todas que você já viu - uma nuvem de anjos, incontáveis anjos. Ouvir um som como nunca antes você ouviu: o som de uma trombeta ecoando ao redor do mundo. Então, uma voz como nenhuma que você já ouviu: a voz de nosso Senhor chamando os mortos para a vida. A Terra tremerá; túmulos se abrirão; anjos em toda parte levarão criancinhas até os braços ansiosos de seus pais. Entes queridos há muito separados pela morte se reunirão aos gritos de alegria. Então, juntos com aqueles que ressuscitaram, nós que esperamos através da longa noite na Terra, seremos levados até nosso lar celeste.

Eu quero estar lá, e sei que você também quer. Deus nos ajude a estarmos prontos para aquele grande dia.
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Blog Jerusalém É Aqui.

Pregação dominical - Pr Vanderman.