sábado, 26 de março de 2016

ESTUDO TEOLÓGICO Nº 43

      Estudo Fundamentos da Fé Cristã Nº 43
      Um manual de Teologia ao alcance de todos.
      Autor: James Montgomery Boice
      Postado por: Erleu Fernandes da Cruz.
      Tema central:
      JUSTIFICAÇÃO PELA FÉ: A ESSÊNCIA DA SALVAÇÃO.
     

      3º Sub-tema: A SALVAÇÃO DE CRISTO É ÍMPAR.
     
    É trágico quando as pessoas não aceitam a salvação que é dada gratuitamente em Cristo, para, em vez disso, tentarem, à sua maneira, salvar-se a si mesmas.
     Como sugeri na discussão sobre a expiação [propiciação], que se encontra no capítulo 13 do livro II dessa obra, nos dois capítulos que precedem o versículo-chave de Romanos 3, Paulo classificou as pessoas em três categorias, a fim de mostrar que todos precisam de Jesus.
     Segundo o que está escrito em Romanos 1:18-32 a primeira categoria é composta por pessoas que chamamos de hedonistas:
     “Porque do céu se manifesta a ira de Deus sobre cada impiedade e injustiça quer detém a verdade em injustiça; porque o que Deus se pode conhecer neles se manifesta, porque Deus lho manifestou. Porque as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder, como a sua divindade, se entendem e claramente se vêem pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem inescusáveis, portanto, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças; antes, em seus discursos  se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu. Dizendo-se lábios, tornaram-se loucos. E mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança de homem corruptível, e de aves, e de quadrúpedes, e de répteis. Pelo que também Deus os entregou à concupiscências do seu coração, à imundícia, para desonrarem o seu corpo entre si; pois mudaram as verdades de Deus em mentiras, e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador, que é bendito eternamente. Amem! Pelo que Deus os abandonou às paixões infames. Porque até as mulheres mudaram o uso natural, no contrário da natureza. E, semelhantemente, também os varões (homens), deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para com os outros, varão (homem) com varão (homem), cometendo torpeza, e recebendo em si mesmo a recompensa (aides), que convinha ao seu erro. E, como eles não se importaram de ter conhecimento de Deus, assim Deus os entregou a um sentimento perverso, para fazerem coisas que não convém; estando cheios de toda iniqüidade, prostituição, malícia, avareza, maldade;  cheios de inveja, homicídio, contenda, engano, malignidade; sendo murmuradores, delatores, aborrecedores de Deus, injuriadores, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes ao pai e a mãe, néscios, infiéis nos contratos, sem afeição natural, irreconciliáveis, sem misericórdia; os quais, conhecendo a justiça de Deus [que são dignos de morte os que tais coisas praticam], não somente as fazem, mas também consentem os que as fazem”.
     Hedonistas são pessoas cujos únicos padrões de conduta são os que criam para si. Ou seja, são os que vivem para si mesmos, buscando o prazer em tudo que fazem. Paulo disse que pessoas assim precisam do evangelho, pois seu estilo de vida as conduz à condenação de Deus.
     Eles podem ser justos aos próprios olhos, mas essa não é a justificação que conta. Há uma lei moral estabelecida pelo Senhor, assim como um Juiz moral. Se essas pessoas não forem justas pela fé em Jesus Cristo, se perderão.
     A segunda categoria, considerada em Romanos 2:1-16, comporta aqueles que vivem uma vida eticamente superior:
     “Portanto, és inescusável quando julgas, ó homem, quem quer que sejas, porque se condenas a ti mesmo no que julgas, fazes o mesmo. E bem sabemos que o juízo de Deus é segundo a verdade sobre os que fazem tais coisas, cuidas que, fazendo-as tu, escaparás ao juízo de Deus? Ou, desprezas tu as riquezas da sua benignidade, e paciência, longanimidade, ignorando que a benignidade de Deus te leva ao arrependimento? Mas, segundo a tua dureza e teu coração impenitente, entesouras para ti no dia da ira e da manifestação do juízo de Deus, o qual recompensará cada um segundo as suas obras, a saber: a vida eterna, aos que, com perseverança em fazer o bem, procuram glória, e  honra, e incorrupção; mas indignação e ira aos que são contenciosos e desobedientes  à verdade obedientes à iniqüidade; tribulação e angústia sobre toda alma do homem que faz o mal, primeiramente do judeu e também do grego, glória, porém, e honra e paz a qualquer que faz o bem, primeiramente ao judeu e também ao grego; porque, para com Deus não existe acepção de pessoas. Porque todos os que sem lei pecaram sem lei também perecerão; e que todos os que sob a lei pecaram pela lei serão julgados. Porque os que ouvem a lei não são justos diante de Deus, mas os que praticam a lei hão de ser justificados. Porque, quando os gentios, que não tem lei, fazem naturalmente as coisas que são da lei, não tendo lei, para si mesmos são leis, os quais mostram a obra da lei escrita no seu coração, testificando juntamente a sua consciência e os seus pensamentos, quer acusando-os, quer defendendo-os, no dia em que Deus há de julgar os segredos dos homens, por Jesus Cristo, segundo o evangelho”.
     Diferentes do hedonistas os legalistas seguem padrões de moral mais elevados, o que acaba fazendo com que eles não acreditem que, para alcançar a salvação de Deus, precisam arrepender-se de seus pecados.
     Paulo discordou dessa teoria por dois motivos. Primeiro: Por mais alto que sejam os padrões dessas pessoas, eles passam longe dos padrões do Senhor, viste que Ele exige uma perfeição que vai muito além de nossa imaginação. Na verdade, de acordo com os critérios divinos acerca da santidade, todos seriam reprovados.
     Em segundo lugar, os legalistas são reprovados em seus próprios padrões. Vejam o que o que Paulo disse:
     “Portanto, és inescusável quando julgas, ó homem, quem quer que seja, porque te condenas a ti mesmo naquilo em que julgas o outro; pois tu, que julgas, fazes o mesmo”. (Romanos 2:1).
     Qual o seu padrão ético? Você pode dizer: “Meu padrão é o Sermão do Monte” (Mt 5:1-7.29). Bem, será que é mesmo? Se analisarmos a fundo constataremos que é impossível seguir esse sermão como padrão de ética. Um exemplo disso é encontrado na declaração de Jesus, que, mesmo sabendo que ninguém é perfeito, disse: “Sede vós, perfeitos, como perfeito é o vosso Pai que está nos céus” (Mt 5:48).
     Da mesma forma, é você dizer que seu padrão ético se baseia nos Dez Mandamentos (Ex 20:2-17), também já está condenado, pois não adora a Deus como devia, não observa o sábado (domingo) e cobiça as coisas dos outros.
     Apelar para a ética de Mateus 7:12 seria igualmente condenável, visto que ninguém, de fato, faz aos outros o que gostaria que os outros fizessem. Até mesmo o menor de todos os padrões, o da honestidade, não pode ser mencionado, já que nem sempre somos honestos como deveríamos ser.
     Portanto, precisamos deixar esse pensamento de que somos justos diante de Deus e de que merecemos ir para o céu, pois todos necessitam ser justificados pelo Senhor.
     A terceira categoria, citada por Paulo em Romanos 2:17-29, é das pessoas religiosas:
     “Eis que tu, que tens por sobrenome judeu, e repousa na lei, e te glorias em Deus; e sabes a sua vontade, e aprovas as coisas excelentes, sendo instruído por lei; e confias que é guia dos cegos, luz dos que estão em trevas, instruidor dos néscios, mestre de crianças, que tens a forma da ciência e da verdade da lei; tu, pois, que ensinas a outros, por que não ensinas a ti mesmo? Tu, que dizes que não se deve furtar,  furtas? Tu, que dizes que não seve adulterar, adulteras? Tu, que abominas os ídolos, cometes sacrilégios?  Tu, que te glorias na lei, desonras a Deus, pela transgressão da lei? Porque, como está escrito, o nome de Deus é blasfemado entre os gentios por causa de vós. Porque a circuncisão é, na verdade, proveitosa se tu guardares a lei; mas, se tu és transgressor da lei, a sua circuncisão se torna incircuncisão. Se, pois, na incircuncisão guardar os preceitos da lei, porventura, a incircuncisão não será reputada como circuncisão? E a incircuncisão que por natureza o é, se cumpres a lei, não te julgará, porventura, a ti, que pela letra e circuncisão és transgressor da lei? Porque não é judeu o que o é externamente, nem é circuncisão o que é exteriormente na carne. Mas é judeu o que o é no interior, e circuncisão, a que é do coração, no espírito, não na letra, cujo louvor não provém dos homens, mas de Deus”.
     No contexto da experiência de Paulo, esses eram os judeus, cujo padrão ético era a Lei de Deus. Eles se vangloriavam de sua ascendência, depositando sua confiança no cumprimento de preceitos religiosos. Defendiam que, por serem batizados, participarem da ceia (comunhão) e darem o dízimo e as ofertas, eram justos diante do Senhor.
     O apóstolo afirmou que essas pessoas precisavam do evangelho, pois defendiam teorias totalmente inadequadas aos olhos do Senhor. A salvação é garantida somente por meio de Cristo e da aplicação da justiça que vem de Deus, e não do homem, por meio de um processo de transformação interna.
     O que o Pai vê quando olha pra você? Obras e realidades vãs ou Sua própria justiça, que, com base na soberania dele, age em sua conduta?
     Considere a conversão de Paulo. Ele não era um hedonista. Longe disso. Era uma pessoa religiosa e legalista, que confiava em sua própria força e para alcançar a salvação. Veja o que ele disse em Filipenses 3:4-8:
     “Ainda que também, podia confiar na carne; se algum outro cuida que pode confiar na carne, ainda mais eu: circuncidado ao oitavo dia, da linhagem de Israel, da tribo de Benjamim, hebreu de hebreus; segundo a lei, fui fariseu, segundo zelo perseguidor da Igreja; segundo a justiça que há na lei, irrepreensível. Mas o que para mim era ganho reputei-o por perda em Cristo. E, na verdade, tenho por perda todas as coisas, pela excelência do conhecimento de Jesus, meu Senhor; pelo qual sofri a perda de todas estas coisas e as considero como esterco (lixo), para que possa ganhar a Cristo”.
     Antes de conhecer a Cristo, para Paulo, a salvação dependia apenas de esforço e das obras dele. Isso, para o apóstolo, não era problema, pois havia muito atributo a seu favor, tanto herdado como adquirido. Entre os herdeiros, estavam: o fato de ter nascido em berço judaico; ter sido circuncidado de acordo com a Lei, no oitavo dia de vida. Ele era, portanto um “bom judeu”. Ainda de ter nascido de pais judeus, sendo hebreu de hebreus (Fp 3:5), ele era um israelita, membro do povo escolhido por Deus, pertencente à tribo de Benjamim, e um observador da lei.
     Após a morte de Salomão, o reino de Israel foi dividido em Reino do Norte e Reino do Sul. Benjamim foi a única tribo que permaneceu com Judá no Reino do Sul. As dez tribos do Norte apostataram da fé, e ergueram para si altares aos quais sacrifícios de sangue eram oferecidos, violando, assim, o que estava escrito em Levítico 17. Contudo, a tribo de Benjamim e Judá haviam permanecido leais a Deus, e Paulo, pertencia a uma destas duas tribos.
     Pulo também havia conseguido vantagens para si. Segundo consta, foi fariseu (Fp 3:5), ou seja, fez parte da seita religiosa mais zelosa quanto à Lei. É importante destacar que ele não se contentava em apenas participar da seita, mas dedicava-se de maneira zelosa e diligente a ela, o que se constava pela perseguição implacável à Igreja primitiva (At 8:1-3).
     Quanto o ponto de vista humano, esses eram atributos bem consideráveis. Contudo, quando Jesus se revelou a ele na estrada de Damasco, como podemos ver no capítulo nove de Atos, Paulo entendeu que, sob o ponto de vista de Deus, seus atos de justiça não passavam de trapos, de imundícias (Isaias 64:6).
     Antes, ele dizia que era, segundo a justiça que há na lei, irrepreensível (Fp 3:6b). No entanto, depois de seu encontro com Jesus, passou a dizer: “Cristo Jesus veio ao mundo salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal” (1 Tim 1:15). Assim tudo o que havia acumulado de ativos eram, na verdade, passivos que o mantinham longe de Cristo. Em outras palavras, a partir de então, em sua coluna de ativos, passou a vigorar apenas Jesus Cristo.
     Essa verdade maravilhosa foi comparada a muitos hinos, incluindo o de Augustos M. Toplady:
     Rocha Eterna.
     Nada trago a ti Senhor! / Espero só em teu amor! / Todo indigno e imundo sou, / Eis, sem Ti, perdido estou! / No Teu sangue, ó Salvador, / Lava um pobre pecador. (Tradução: João Gomes da Rocha).
     Concluímos, portanto, que Deus declara nossos pecados pagos no Calvário e imputa a nós a justiça de Cristo somente quando nós, nascidos de novo, deixamos nossas obras, que só podem levar a perdição, para então, pela fé, abraçamos Jesus Cristo como Salvador.
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     Amados irmãos e amigos, Deus nos chama a cada dia para que nos tornemos cristãos, salvos pelo gesto de Jesus na Cruz. Ali, foi pago os meus, os teus, os nossos pecados, que antes devíamos (de acordo com a acusação do diabo) e Jesus comprou com seu sangue derramado na Cruz. Acabou! Sim, acabou nossa dívida (de pecados) e passamos a ter direito de ir para o céu. Assim como no Jardim do Éden (pré-figuração do céu)  Adão foi expulso de lá, agora com a morte ressurreição de Jesus, nós ganhamos o direitos de voltar ao céu. De ter o céu como eterna morada, depois de vivermos (no corpo) aqui na terra. O que devemos fazer? Crer em Jesus, buscar uma Igreja que pregue Jesus Cristo vivo e ressuscitado, aceitar passar por um batismo, gesto esse (em idade adulta) para sermos considerados cristãos adultos, lavados e alvejados no Sangue do Cordeiro. Não é assim que a Palavra tão bem nos fala?
     “Aquele que crer e for batizado será salvo. Todavia, quem não crer será condenado! (Marcos 16:16).
     Como acreditar em quem a gente não conhece?
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      Como vêem, esses assuntos mexem muito forte com o nosso brio cristão. No próximo sábado trataremos de outro assunto teológico. O tema central é:
    A JUSTIFICAÇÃO PELA FÉ E O PAPEL DAS OBRAS  
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    TENHAM TODOS UMA FELIZ PÁSCOA. 

sexta-feira, 25 de março de 2016

CHAMADOS PARA A SANTIDADE

CHAMADOS PARA A SANTIDADE

Porque não nos chamou Deus para a imundícia, mas para a santificação." 1 Tessalonicenses 4:7

Pensamento: Santidade é um dos principais atributos de DEUS e uma das características que deve ser desenvolvida pelos discípulos de JESUS. E quem são os discípulos de JESUS, senão aqueles que seguem a Cristo? Ser santo é ser separado do que é impuro e consagrado ao que é puro. DEUS é santo e nEle não há nada sujo ou impuro. E a partir do momento que nós somos considerados discípulos de JESUS, passamos a ter como uma de nossas características a santidade. Todos nós somos chamados por DEUS para separarmos e consagrarmos as nossas vidas a Ele. A pessoa considerada santa é aquela que é separada por DEUS para o adorar e para o servir, cumprindo assim a Sua vontade.

Oração: Pai Amado e Querido, peço forças para me afastar do que é impuro. Me de discernimento espiritual para identificar as ciladas de satanás para roubar minha santificação. Mostre-me quais são as áreas de minha vida que não Te agradam para que eu possa me consertar. Declaro que sou completamente dependente e obediente a Ti. Em nome de Jesus, Amém.

quinta-feira, 24 de março de 2016

salmo 1

SALMO 1

"Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores." Salmos 1:1

Pensamento: Deus busca um relacionamento puro com o homem. A bíblia mostra Deus sempre falando com os seus servos com relação a santidade. Não há como sermos servos de Deus e continuarmos como impios. Jesus Cristo fala que temos que ser sal da terra e luz do mundo. Vivemos no meio dos pecadores, mas não no caminho dos pecadores, temos sim que mostrar a diferença e sermos uma testemunha viva do agir e do poder de Deus neste mundo.

Oração: Senhor, em nome do teu Filho Jesus lhe pedimos, nos ajude a fazermos a diferença neste mundo, nos ajuda a sermos luz, nos ajuda a sermos um referência para conduzirmos as pessoas a Cristo. Não nos deixe cair em tentação, não nos deixe andar no caminho dos pecadores mas sim nos teus caminhos, te agradecemos, em nome de Jesus, amém.
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quarta-feira, 23 de março de 2016

VÓS SOIS A LUZ DO MUNDO

VÓS SOIS A LUZ DO MUNDO.

"Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte; - Nem se acende a candeia e se coloca debaixo do alqueire, mas no velador, e dá luz a todos que estão na casa. - Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus." Mateus 5:14-16

Pensamento: Para que a nossa luz brilhe diante dos homens, primeiro precisamos deixar a luz de Deus brilhar sobre os lugares escuros do nosso coração, trazendo à tona todo pecado oculto, e toda sujeira que se esconde nas trevas. Muitas vezes é dolorido enxergar verdades à nosso respeito, mas quando Deus traz a luz o que precisa ser transformado, é para que Ele possa nos limpar e fazer livres de tudo o que nos prende e afasta dEle. Quando não deixamos Deus brilhar a luz dEle nos nossos corações é como se escondêssemos a nossa luz debaixo da cama. Mas quando permitimos que Ele derrame luz nas nossas trevas, como ora o salmista, aí sim nossa luz brilhará diante dos homens, e o que as pessoas verão serão boas obras, porque são feitas com um coração puro, para a glória de Deus.

Oração: Deus sonda o meu coração nesse momento e traga à luz as trevas que existem no meu coração, e que essa luz dissipe todos os maus caminhos que nele existem. Me dê um coração puro, e me transforma para que eu possa ser luz. Eu vos oro em nome de Jesus, amém.
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terça-feira, 22 de março de 2016

MEU SOCORRO VEM DO SENHOR

MEU SOCORRO VEM DO SENHOR

"Elevo os olhos para os montes: de onde me virá o socorro? O meu socorro vem do SENHOR, que fez o céu e a terra." Salmos 121:1-2

Pensamento: Num mundo de beleza surpreendente e um universo de diversidade, parece que nossos corações voltam ao Único que fez tudo e agora sustém tudo. Ele nos conhece e nos ajudará se nós apenas acreditamos no que Ele tentou nos dizer de tantas formas: "Te amo como meu filho e me preocupo com o que acontece para você e aqueles que você ama."

Oração: Todo-Poderoso Criador, Arquiteto Majestoso e Engenheiro Eterno, fico absolutamente fascinado e maravilhado ao saber que o Senhor se preocupa comigo. Com tanta coisas importante, seu desejo de me conhecer e me amar me deixa seguro e humilde. Hoje louvarei, trabalharei e testemunharei, ciente da sua presença e cuidade. Obrigado, querido Pai. Em nome de Jesus. Amém.
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segunda-feira, 21 de março de 2016

CORRIGIR O IRMÃO QUE ERRAR

CORRIGIR O IRMÃO QUE ERRAR

"Se teu irmão pecar contra ti, vai argüi-lo entre ti e ele só. Se ele te ouvir, ganhaste a teu irmão." Mateus 18:15

Pensamento: Às vezes é muito difícil fazer o que é certo. Parece muito mais fácil fofocar sobre alguém que tem nos decepcionado, ou mencioná-los num grupo de oração (como alguém que precisa de oração), ou deixar dicas sobre a pessoa quando estamos falando sobre "cristãos fracos". Mas, somente uma coisa é a coisa certa quando somos feridos pela ação de um outro irmão em Cristo! Vá até a pessoa que te feriu, tente minimizar os danos e conter o problema só entre vocês dois, e reconciliem-se um com outro. Este é o desejo de Deus, e deve ser nosso alvo como filhos dEle.

Oração: Senhor Deus Soberano, perdoe minhas ações tolas e egoístas. Dê-me a coragem para enfrentar aqueles que me magoam, com amor. Se não consigo reconciliar-me com a pessoa, ajude-me, através do poder do seu Espírito Santo, a perdoar como o Senhor tem me perdoado. Em nome de Jesus, eu oro. Amém.
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domingo, 20 de março de 2016

DO DESESPERO À ESPERANÇA

DO DESESPERO À ESPERANÇA


PR. ALEJANDRO BULLÓN


"Um jovem perguntou-me com os olhos cheios de emoção:

- Pastor, se Deus me perdoou porque não me devolve a saúde?

Esse jovem estava vivendo os momentos dramáticos da fase terminal da AIDS e buscava a Jesus em desespero.

Minha pergunta é: pode Deus perdoar alguém que O procura só porque já não sabe mais para onde ir? E o fato de Deus perdoar significa também a cura do mal?

Em São Lucas encontramos o seguinte relato: "E, quando chegaram ao lugar chamado a Caveira, ali o crucificaram, e aos malfeitores, um à direita e outro à esquerda... E um dos malfeitores que estavam pendurados blasfemava dele, dizendo: Se tu és o Cristo, salva-te a ti mesmo, e a nós. Respondendo, porém, o outro, repreendia-o, dizendo: Tu nem ainda temes a Deus, estando na mesma condenação? E nós, na verdade, com justiça, porque recebemos o que os nossos feitos mereciam; mas este nenhum mal fez. E disse a Jesus: Senhor, lembra-te de mim, quando entrares no teu reino. E disse-lhe Jesus: Em verdade te digo hoje que estarás comigo no Paraíso." (São Lucas 23:33, 39-43)

Da cidade de Jerusalém saíam dois caminhos: um deles descia para Jericó e o outro subia para o Monte do Calvário. No primeiro caminho, os marginais, ladrões e delinqüentes viviam sua vida errada, amparados pelas sombras da noite. Matavam, violentavam, roubavam e abusavam das pessoas. Tinham a impressão de que nunca, ninguém, iria descobrir o que estavam fazendo.

Naquele caminho que descia para Jerusalém, estes homens viviam sua vida depravada, sem rédeas e sem normas. Argumentavam, discutiam e tentavam justificar as suas atitudes. Viviam desesperados e vazios, mas continuavam fazendo tudo aquilo tentando de alguma maneira encontrar um sentido para a vida.

O que eles esqueciam era que, um dia, como resultado de terem descido tão baixo, teriam que subir o Monte do Calvário. E lá, no topo da montanha, teriam que pagar o preço das suas atitudes erradas.

No Brasil, não existe a pena de morte. Mas naquela ocasião e naquela terra, existia, e não era executada numa câmara de gás, numa cadeira elétrica ou por fuzilamento. Era executada pela crucificação.

Hoje é difícil entendermos o significado deste tipo de morte. Não era uma morte simples. Os homens faziam uma cruz e cravavam o corpo do marginal nessa cruz. Depois a levantavam e com o peso do corpo as carnes do delinqüente se rasgavam.

Ninguém morre por causa de duas feridas que lhe fazem nas mãos e nos pés. As mãos e os pés não são pontos vitais do corpo humano. Se ao menos os pregos fossem colocados no coração, talvez o marginal morresse imediatamente. Mas os pregos eram colocados nas mãos e nos pés. O marginal não morria, ele era levantado na cruz, e dependendo da resistência física, podia ficar pendurado nessa cruz um, dois ou mais dias.

De dia, o sol implacável queimava suas carnes; de noite, o frio castigava seu corpo. A lei permitia que só lhe dessem de beber um pouco de vinagre. Este pobre marginal ia perdendo seu sangue gota a gota, ia perdendo sua vida lentamente. Ele não morria de repente. Era pendurado ali, para que tivesse tempo suficiente para lembrar de sua vida passada, e se arrepender de todo o mal que tinha causado à vítimas inocentes.

Chegava um momento em que o pobre marginal pedia aos soldados:

- Por favor, me matem, não me deixem mais aqui. Quero morrer. Por favor, me dêem um golpe fatal.

Mas a lei não permitia. O homem tinha que morrer lentamente. A morte de cruz, era uma morte cruel. Era a vingança da sociedade contra homens que tinham abusado dela. Todo mundo concordava que aqueles homens mereciam morrer ali, daquela maneira.

Quero que você imagine o monte do Calvário. Lá no topo deste monte estão três cruzes. Na cruz do meio, está supostamente o pior deles: "Jesus". Os outros dois ao lado estão ali porque transgrediram a lei de Roma. O do meio, Jesus, está ali porque transgrediu a lei dos Judeus. Os dois ao lado estão ali porque quebraram a lei de Deus, o do meio, Jesus, está ali simplesmente porque quebrou a tradição dos homens. O moralismo barato nunca poderá entender qual é a diferença entre a lei de Deus e a tradição dos homens.

Ali estava Jesus pendurado no meio de dois ladrões. Amigo querido, precisamos entender esta atitude de Jesus. As últimas horas de Sua vida Ele passou entre dois malfeitores, dois pecadores, dois homens sem esperança, dois marginais. Sabe por quê? Porque Jesus veio a este mundo para salvar o pecador; veio a este mundo para buscar aqueles que não têm mais esperança, aqueles que não têm mais para onde ir, aqueles que não têm mais o que fazer com sua vida, aqueles a quem seus pais olham e pensam que para eles não há mais remédio, aqueles a quem a sociedade olha e diz que já não têm mais saída, nem recuperação. Ele veio a este mundo, e durante toda a sua vida, procurou esse tipo de pessoas.

Um dia, quando Jesus chegou à Jerusalém, era um dia de festa, Ele foi ao pórtico do templo, perto do tanque de Betesda. Ali estavam os pobres pecadores lamentando a triste conseqüência física de seu erro. Jesus sempre sabia onde encontrá-los. Isto não é reconfortante e alentador para alguém que viveu uma vida tortuosa no passado e não consegue ver-se livre do tormento da culpa? Jesus veio para morrer justamente pelos homens que têm uma história negra. Jesus morreu para devolver-lhes a dignidade e a paz.

Quero que você imagine a montanha do Calvário neste momento. Observe três reações diferentes dos homens ali presentes. Um foi incrédulo e criticou Jesus. O outro aceitou a Jesus e se arrependeu da vida passada. E a multidão simplesmente olhava. Foi indiferente.

Hoje também existem estes três tipos de pessoas: aquelas que carregam no coração um sentimento de incredulidade e crítica para tudo que tem a ver com Cristo e com a religião. Existem outras pessoas que têm uma atitude de reconhecimento, de aceitação, de arrependimento e entrega a Cristo. E também existem pessoas que permanecem indiferentes ou na melhor das hipóteses, que ficam simplesmente olhando para ver o que vai acontecer.

Quero meditar na atitude do primeiro marginal. Aquele que olhou para Cristo e disse: "... Se tu és o Cristo, salva-te a ti mesmo, e a nós" (Lucas 23:39).

"Se tu és o Cristo". Você já percebeu que enquanto Cristo acreditava nos homens, estes sempre duvidavam dEle? O diabo no deserto disse a Jesus: "... Se tu és o Filho de Deus, manda que estas pedras se tornem em pães" (Mateus 4:3).

O povo disse: "... Aos outros salvou, salve-se a si mesmo, se este é o Cristo, o escolhido de Deus" (Lucas 23:35).

E aquele marginal, na agonia, olha para Jesus com incredulidade e diz: "... Se tu és o Cristo, salva-te a ti mesmo, e a nós" (Lucas 23:39).

Mentes conturbadas, arrasadas pela dúvida, reclamando uma demonstração de poder:

- Eu acreditarei em Deus, se Ele fizer isto. Eu entregarei a minha vida a Jesus, se Ele fizer aquilo...

Todo mundo queria uma demonstração de poder. Mas, para quê uma demonstração de poder, se tanta demonstração de amor não tinha sido capaz de cativar estas mentes?

O ladrão que pediu provas a Deus na cruz do Calvário, é o símbolo de muitos de nós que estamos morrendo neste mundo, consumidos pelo sol da incredulidade, arrasados pelo vento gelado de nossas dúvidas. Sabemos que estamos indo a caminho da morte. Sabemos que a vida está fugindo de nossas mãos, mas queremos provas, queremos racionalizar:

- Se Tu és o Filho de Deus... por que há crianças pobres? Se Tu és o Filho de Deus, por que meu pai morreu? Se Tu és o Filho de Deus, por que perdi o emprego? Se Tu és o Filho de Deus por que há ricos muito ricos, e pobres muito pobres?

Como se Deus tivesse que resolver o que nós, os homens, temos que resolver aqui nesta Terra. Como se Deus estivesse lá no céu com uma vara mágica tendo que compensar nossa irresponsabilidade nesta Terra.

Ah, querido, mentes arrasadas pela dúvida, reclamando uma demonstração de poder!

Mas então aparece o outro ladrão, e recrimina seu companheiro, dizendo:

- Eu não entendo você. Está aí morrendo, e não quer aceitar a Jesus. Você e eu temos razão de morrer, porque somos maus, nós vivemos uma vida errada, nós fizemos tudo errado, desperdiçamos nossa vida, arruinamos nossa juventude, nos deixamos arrastar pela nova moral, vivemos sem valores, sem princípios. Fizemos de nossa vida o que nos deu vontade. Você e eu temos razão de morrer. Mas olha para esse homem, Ele não fez mal a ninguém.

Ah, querido, o único delito de Jesus foi acreditar no ser humano. Ele nunca fez mal a ninguém. O único delito do qual Ele podia ser acusado, era de ter amado o ser humano; de ter restaurado prostitutas, ladrões e marginais; de ter curado leprosos; de ter devolvido a vista aos cegos... de que mais podiam acusá-Lo?

Mas sabe por que mataram a Jesus? Aquele povo vivia sua vida moral à sua maneira. Aqueles homens tentaram ganhar a salvação por sua boa conduta, por seu comportamento correto, porque não faziam isto, ou aquilo. Seguiam suas normas milimetricamente. Agora Jesus vinha e oferecia a salvação a uma prostituta, que vendia seu corpo na rua; a um marginal que, mesmo pendurado na cruz, poderia ser salvo se conseguisse apenas crer. Aos leprosos, aos viciados, aos escravizados na miséria deste mundo. Aquele povo, que se esforçava para ganhar a salvação com seu bom comportamento, não podia entender isso:

- Como é que eu, que me esforço para não matar, não fumar, não roubar, vou me salvar juntamente com este homem que viveu pecando toda a sua vida? Isso não é justo. Só porque se arrependeu no último minuto é salvo? E eu que vivi toda a minha vida esforçando-me para obedecer, será que terei a mesma sorte que ele?

Ah, era duro demais para eles entenderem.

Jesus veio para abalar os alicerces de um povo que fundamentava sua salvação em suas boas obras, em sua boa conduta, em seu bom comportamento. Jesus veio ensinar a este mundo que a salvação não depende do que você faz, a salvação depende de Jesus. Ele veio ensinar que não é sua conduta que vai salvá-lo. Veio dizer que você tem que ir a Ele como está, porque Ele o ama, o recebe, e vivendo em você, pode transformar sua vida e levá-lo a viver uma vida de obediência, como resultado de sua comunhão com Ele.

Quero que saiba algo muito importante. Se estiver vivendo uma vida errada, 'Deus o ama muito'. Não porque você vive uma vida errada. Deus o ama apesar de você viver uma vida errada. Não estou dizendo que Deus está contente com a vida errada que você vive. Não estou dizendo que Deus aceita a vida errada que você vive. Não estou dizendo que Deus se sente feliz quando os homens vivem sem leis e sem normas, arruinando sua vida. Claro que não. Mas Deus não deixa de amá-lo por isso.

Ele não veio somente para perdoar seus pecados, Ele veio para transformar sua vida. Não veio simplesmente para livrá-lo de seu passado, veio para fazer de você, nesta vida, um homem vitorioso, para dar-lhe um presente limpo e um futuro maravilhoso de salvação. Então, você não tem o direito de ficar triste, sentindo que não tem esperança de vitória.

Não importa como você está vivendo. Não importa quem você é. Não importa quantas vezes tentou sair dessa situação sem conseguir. A mensagem de hoje é que Cristo tem poder para transformar sua vida.

Nos últimos minutos de sua vida, Jesus conseguiu conquistar o coração do bom ladrão. Ali, pendurado na cruz, aquele homem disse: "Senhor, lembra-te de mim, quando entrares no teu reino" (Lucas 23:42).

"Lembra-te de mim". O que havia para lembrar na vida daquele homem? Que passado tinha que valesse a pena ser lembrado? Uma vida de marginalidade, de violência, uma vida de escravidão.

Não era a primeira vez que aquele homem estava vendo Jesus. Talvez o ladrão tivesse visto Jesus pela primeira vez quando Cristo estava iniciando seu ministério, ou talvez em outras ocasiões. Ele sentiu muitas vezes o apelo divino, mas estava tão cheio das coisas desta vida que não teve tempo para aceitar Jesus. Continuou vivendo como se a vida nunca fosse acabar. O que ele não sabia era que essa vida terminaria levando-o ao topo da montanha, para ser pregado como um animal selvagem, numa cruz.

Mas agora, no último momento da vida, ele vê Jesus sofrendo, e diz:

- Senhor, eu creio em Ti, apesar de estares morrendo.

Este homem não precisou de uma demonstração de poder. Ah, querido, muitos foram atraídos pelo Cristo que multiplicou pães, pelo Cristo que abriu o Mar Vermelho ou pelo Cristo dos milagres. Mas este homem acreditou num Cristo que estava morrendo, num Cristo em agonia. Este homem foi conquistado pelo amor, não pelo poder.

"Lembra-te de mim". O que havia no passado deste homem que valesse a pena ser lembrado? Mas, embora não tivesse um bom passado, ele tinha um presente, e neste presente, se agarrou a Deus com toda as suas forças e disse:

- Senhor, não Te soltarei se não me abençoares.

Querido, vou dizer algo que merece ser lembrado. Talvez seu passado não seja um passado do qual você sinta orgulho. Talvez seu passado esteja cheio de coisas erradas, das quais você se envergonha. Talvez, deitado na cama, muitas vezes você tem dito a Deus:

- Senhor livra-me do meu passado.

Então ouça isto: ninguém vai se perder por causa do passado. Se um dia nos perdemos vai ser porque não aproveitamos o presente.

O ladrão na cruz tinha um passado tormentoso, não havia nada que valesse a pena ser lembrado. Mas ele tinha um presente, e neste presente ele aproveitou a sua oportunidade.

Enquanto o outro zombava, pedia provas, criticava e condenava, este ladrão, que não tinha nenhum passado do qual se orgulhar, se agarrou desesperadamente no Cristo que sofria e disse: "Senhor, lembra-te de mim, quando entrares no teu reino" (Lucas 23:42).

Que grande dia aquele para o ladrão! De manhã estava com medo da morte; ao meio dia vieram tirá-lo da prisão. Fizeram-no carregar sua cruz e levaram-no até o topo da montanha. Quando chegou a tarde, lá estava ele pendurado, condenado a uma morte miserável, com um passado terrível, sem nenhum futuro, com um presente que não significava muita coisa... Mas ali, na hora da morte, encontrou Jesus a seu lado. Bastou dizer:

- Senhor, eu creio em Ti.

E agarrando-se naquele momento no braço poderoso de Jesus, pôde garantir um futuro maravilhoso para quando Ele voltar.

Quem sabe, você pode estar pensando: "Quer dizer que eu posso continuar vivendo uma vida errada, e no último momento posso me arrepender e aceitar o Salvador?" Sim, pode fazer isso. Só que talvez não seja um bom negócio.

Aquele ladrão se arrependeu e foi salvo por Cristo na cruz, mas teve que morrer. Ele receberá a vida eterna quando Cristo voltar. Mas, por que ser salvo para morrer, se você pode ser salvo para continuar vivendo nesta vida? Aí está a chave do problema.

Certa ocasião, estava preparando-me para a pregação quando uma mãe me apresentou o seu filho de dezoito anos, e me disse:

- Pastor, fale alguma coisa para ele. Meu filho está condenado à morte, está na fase terminal da AIDS.

E ele, com lágrimas nos olhos, me perguntou:

- Pastor, Deus está me castigando não está?

Eu o abracei e disse:

- Não filho, Deus não está castigando você. Você está sofrendo as conseqüências do seu erro. Mas Deus o ama, e se você se arrependeu, Deus já o perdoou.

E ele continuou perguntando:

- Se Deus me perdoou, por que Ele não me cura?

- Filho, - respondi, - há leis da natureza que precisam seguir seu curso. Se eu soltar meu relógio, ele vai cair e quebrar, porque existe a lei da gravidade. Você quebrou leis da natureza e está sofrendo as conseqüências do seu erro. Mas Deus o ama, Ele o perdoou, e você está salvo em Cristo.

Ali estava o ladrão na cruz. O seu passado foi perdoado. Mas ele teve que morrer.

A minha pergunta é: por que não vir a Jesus quando podemos lhe entregar nossa juventude? Por que não acreditar que Ele pode nos transformar? Não há ninguém por quem Jesus não possa fazer alguma coisa.

Se você é um homem que acha que não vale nada, venha a Ele. Se você é um bom cidadão cheio de qualidades, mas que lá no fundo do coração sente aquele vazio que dói, venha também a Ele. Se você é um homem que não tem nada de riquezas nesta Terra, venha a Ele. Se você é um homem que tem muitas riquezas, venha a Ele. Se você não tem cultura, venha a Ele. Se você tem muita cultura, também venha a Ele.

A pouco tempo conversei com uma pessoa que chegava da Alemanha. Ela trazia seu quinto doutorado. Cinco títulos doutorais. Os anos passam e ela não pára de estudar. Esta mulher, com um ar de tristeza nos olhos, me dizia:

- Pastor, eu não sou feliz. Eu não tenho paz.

A cultura é boa meu amigo, mas a cultura não pode ocupar o lugar que só Cristo pode ocupar.

Eu conheço gente que possui muitos recursos materiais e diz:

- Pastor, ore por mim, eu não tenho paz.

O dinheiro é útil, mas só Cristo pode dar sentido ao dinheiro.

Eu conheço gente que tem tudo, mas não é feliz. Porque tudo pode ser útil na vida, mas só Cristo pode dar sentido à existência.

Esta é sua grande oportunidade de aceitar Jesus. Abra seu coração.

ORAÇÃO

Querido Pai, como é maravilhoso saber que és capaz de transformar vidas. Como é bom saber que nunca é tarde para dizer sim. Neste momento quero que a esperança volte a brilhar em minha vida. Por favor, Pai, abençoa-me e fortaleça-me em minhas necessidades. Em nome de Jesus. Amém

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