sábado, 19 de março de 2016

ESTUDO DE TEOLOGIA Nº 42

Estudo do Livro Fundamentos da Fé Cristã Nº 42
      Um manual de Teologia ao alcance de todos.
      Autor: James Montgomery Boice
      Postado por: Erleu Fernandes da Cruz.
      Tema central:
      JUSTIFICAÇÃO PELA FÉ: A ESSÊNCIA DA SALVAÇÃO.
     

       Martinho Lutero, que, que devido às suas considerações acerca da justificação, deu início a Reforma Protestante no século 16, escreveu:
     “Quando nosso conhecimento sobre a justificação for questionado, tudo o mais foi também. [...] A justificação foi a essência que dá origem a todas as outras doutrinas. Ela agora, nutre, edifica, preserva e defende a Igreja de Deus e, sem ela, a Igreja do Senhor não pode existir. [...] Ela está cima de qualquer doutrina”. (Plass, 1959, p. 702-4, 715).
     João Calvino, que seguiu Lutero no desenvolvimento da Reforma, defendia o mesmo que ele, referindo-se à justificação como a essência da religião.
     Thomas Watson, por sua vez, fez a seguinte observação:
     “A justificação é a essência e o pilar do cristianismo, e os erros cometidos no que tange a esse tema são muito perigosos. É como um defeito em uma fundação. A justificação de Cristo é a fonte de água viva.  Deixar o veneno das falsas doutrinas contaminar essa  fonte é uma atitude condenável”. (Watson, 1970, p.226).
     Essas declarações não são exageradas, mas sim realistas, pois a justificação pela fé é a resposta do Senhor para as mais básicas de todas as perguntas referentes à religião: Como uma pessoa pode justificar-se diante de Deus?
     Segundo a Bíblia, não podemos justificar a nós mesmos. Esta é a doutrina do pecado. Rebelamo-nos contra Deus e, se estamos contra a Ele, não há justificação para nós. Somos todos transgressores e destruídos [estamos] da glória de Deus (Rm 3:23).
     De acordo com a doutrina da justificação, somente por intermédio da obra de Cristo, recebida pela fé, é possível que nos justifiquemos diante de Deus:
     “A justiça de Deus pela fé em Jesus Cristo para todos e sobre todos que crêem; [...] sendo justificados gratuitamente pela sua graça, em Cristo Jesus”. (Romanos3:22-24).
     “Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé, sem as obras da lei”. (Romanos 3:28).
     “Mas, aquele que não pratica, porém crê naquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe é imputada como justiça”. (Romanos 4:5).
     Como podemos ver, a justificação é obra divina. Sabendo disso, Paulo afirmou: ”É Deus quem os justifica. Quem os condenará? (Rm 8:33b-34a).
     1º Sub-título:
     O VEREDITO ACERCA DO QUE DEUS FEZ.
     Dois pontos merecem destaque: o primeiro é que, de acordo com a citação de Romanos, é Deus que nos justifica, e não nós mesmos. Acerca desse tema John Murray declarou:
     “A justificação não é uma desculpa para os erros humanos, nem um recurso auto-defensivo. Sequer é a confissão ou o sentimento que a confissão traz. A justificação não é um exercício religioso em que nos envolvemos, por melhor  ou mais nobre que este seja, e, se quisermos entendê-la e apropriar-nos de sua graça, devemos voltar nosso pensamento à obra de Deus, que busca justificar o ímpio (que se converte)” (John Murray, 1955, p.118).
     A imagem do triângulo da salvação apresentada em oura discussão sobre a expiação/propiciação e redenção no livro II desta obra ajuda-nos a entender melhor esse princípio.
     Expiação/propiciação, redenção e justificação são palavras essenciais para a compreensão da morte de Cristo, e são elas que, ao conectar Jesus, o Pai e os cristãos, formam o triângulo anteriormente mencionados.
     Somos alvos da redenção e da justificação e, portanto, não contribuímos em nada para a nossa própria salvação. Esta é dada a nós por Cristo, por meio da realização de duas obras: a expiação/propiciação e a redenção. Deus, por Sua vez, realiza a propiciação quando Jesus aplaca Sua ira, iniciando assim, a justificação, por meio da qual os pecados dos ímpios são perdoados.
     Outro ponto que merece destaque é que a justificação é apresentada a nós como um pronunciamento legal, e não como algo que apenas nos torna imediatamente mais santos.
     É claro que, quando Deus nos justifica e realmente assume o controle de nossa vida, o processo natural é que nos tornemos cada vez mais santo. Entretanto, a justificação não tem relação direta com a transformação do caráter. O fato de um juiz absolver alguém não significa que este seja inocente. Na verdade, a opinião do juiz não implica nenhuma mudança no réu, visto que sua declaração acerca da inocência do mesmo se refere apenas ao seu ponto de vista pessoal no que tange a acusação que foi feita, não ao caráter do acusado em si.
     Assim, embora haja controvérsia quanto ao uso do termo  justificação com conotação legal nas Escrituras, encontramos muitas razões para entendê-lo dessa maneira:
     1—O Antigo Testamento se refere ao Senhor como o Deus da Lei. De acordo com a mentalidade hebraica. Esse título distingue dos deuses das nações vizinhas. Além disso, segundo essa visão, ele é também o Deus do juízo, pois em um universo governado por um Senhor soberano e moral o mal deve ser punido.
     Isso foi o que Abraão deu a entender quando o Senhor lhe falou acerca da destruição sobre Sodoma: “Não faria justiça o juiz de toda a terra”? (Genesis 18:25b). Nesse texto, no qual é retratado o início da história de Israel. Deus é considerado um juiz. Em passagens posteriores, esse pensamento já se torna mais elaborado:
     “O Senhor se levanta para pleitear e sai a julgar os povos. O Senhor vem em juízo contra os anciãos do seu povo e contra os príncipes, é que fostes vós que consumistes esta vinha; o espólio do pobre está em vossas casas” (Isaias 3:13-14).
     “Mas o Senhor, está assentado perpetuamente, já preparou o seu tribunal para julgar. Ele mesmo julgará o mundo com justiça; julgará os povos com retidão”. (Salmo 9:7-8).
     Como podemos notar a justificação está sempre ligada ao juízo:
     “Não entre em juízo contra o teu servo, porque à tua vista não se acabará justo nenhum vivente”. (Salmo 143:2).
     “Perto está o que me justifica: quem contenderá comigo”? (Isaias 30:8a).
     A mesma ideia aparece quando, em Deuteronômio 25:1, é destacado o tema do juízo humano:
     “Quando houver contenda entre alguns, e vierem o juízo para que os juízes  os julguem, os justos justificarão e ao injusto condenarão”.
     2—A justificação é contrastada com a condenação:
     “O que justifica o ímpio e o que condena o justo abomináveis são para o Senhor, tanto um quanto o outro”. (Provérbios 17:15).
     Tendo em vista que condenar alguém também não significa  torná-lo ímpio, justificar uma pessoa não pode significar que ela imediatamente se tornará justa. Ambos os termos se referem a um decreto ou uma declaração pficial.
     3—O termo justificar é usado em diversas  passagens bíblicas para referir  ao processo de justificação. Por exemplo, em Romanos 3:4, Paulo citou o Salmo 51:4, dizendo:
     “Sempre seja Deus verdadeiro, e todo homem mentiroso, como está escrito: Para que sejais justificados em tuas palavras e venças quando fores julgado”.
     O apóstolo não quis dizer com isso que o Senhor deveria ser justificado, pois Ele é e sempre será santo e justo. A intenção de Paulo era ressaltar que, ao longo de nosso processo de justificação, as palavras de Deus são responsáveis por mostrar-nos o quanto Ele é justo.
     As passagens que traçam um paralelo com essas são:
     “Todo povo que o ouviu e até os publicanos reconheceram a justiça de Deus, tendo sido batizados com o batismo de João”. (Lucas 2:29).
     “Evidentemente, grande é o mistério da piedade: Aquele que foi manifestado na carne foi justificado em espírito, contemplado por anjos, pregado entre os gentios, crido no mundo, recebido na glória”. (1 Tim 3:16).
     4—Da mesma maneira, existem trechos na Bíblia que sustentam que algumas pessoas acreditam ser capazes de justificar e salvar a si próprias. Entretanto, ao lermos essas passagens, percebemos que isso não é possível:
     “E disse-lhes: Vós sois os que vos justificais a vós mesmos diante dos homens, mas Deus conhece o vosso coração, porque o que entre os homens é elevado perante de Deus é abominação”. (Lucas 16:15).
     “E eis que se levantou um certo doutor da lei, tentando-o e dizendo: Mestre, que farei para herdar a vida eterna? E ele lhe disse: Que está escrito na lei? Como lês? E respondeu ele: Amarás  o Senhor teu Deus, de todo o teu coração, de toda a sua alma, e de todas as suas forças, e de todo o teu entendimento e ao teu próximo como a ti mesmo [...] Ele, porém, querendo justificar a si mesmo, disse a Jesus: E quem é o meu próximo”?
     Ambas as passagens tratam de juízo. No primeiro exemplo, embora os réus tenham tentado provar que eram justos. Ficou, claro que não eram. Semelhantemente, no segundo exemplo, foi vã a tentativa do jovem de demonstrar que sua conduta correta era um indício de sua perfeição moral.
     Há outros textos que tratam do mesmo assunto, mas de maneira metafórica. De certe forma, a ideia de juízo está sempre presente na Bíblia. A respeito disso, Leon Morris afirmou:
     “O caso em questão em nada se difere do que acontece com os verbos julgar e absolver, que, embora sejam termos legais, podem ser usados fora do contexto jurídico sem sofrer alteração de sentido. Esse também é o caso do vocabulário ‘dicaioô’ [justificar], que, mesmo sendo um verbo essencialmente forense, é usado na Bíblia como sentido de sentença de absolvição”. (Morris, 1956, p. 260).
     2º sub-título:
     A JUSTIFICAÇÃO DE DEUS.
     O juízo divino é feito sempre em nome da verdade e da equidade. Sendo ímpios, como o Senhor pode justificar-nos? Se fôssemos declarar inocentes ou culpado, nosso ato seria uma afronta tanto a Deus como aos homens. No entanto, isso é o que Deus faz. Como ele pode fazer isso?
     A doutrina cristã prega a justificação pela fé. Como vimos, justificar significa declarar justo (perfeito), mas não tornar justo, ou seja, não necessariamente implica e santificação imediata de alguém. Entretanto, quando Deus declara que o cristão é justo, Ele o justifica não por causa de sua obras (boas ou más), mas por meio do sacrifício de Jesus.
     O Pai aceitou o sacrifício de Seu Filho como pagamento por nossas dívidas (pecados), imputando, assim, a justiça de Cristo a nós. Logo, não precisamos pagar mais por nossos pecados, a despeito do “salário do pecado ser a morte, o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus, nosso Senhor”. (Rm 6:23).
     Paulo desenvolveu esse pensamento em Romanos 3:21-26:
     “Mas, agora, se manifestou, sem lei, a justiça de Deus, sendo o testemunho da Lei e dos Profetas, isto é, justiça de Deus pela fé em Jesus Cristo para todos sobre todos os que crêem, porque não há diferença. Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus, sendo justificado gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus, ao qual Deus propôs para propiciação pela fé em seu sangue, para demonstrar a sua justiça pela remissão dos pecados  dantes cometidos, sob a paciência de Deus; para demonstração da sua justiça neste tempo presente, para que ele seja justo e justificador daquele que tem fé em Jesus”.
     A alguns anos, um grupo de ateístas distribui um folheto contendo meia dúzia de exemplos de pecados cometidos por personagens do Antigo Testamento.
     Um deles foi Abraão que, apesar de ter se disposto a sacrificar a honra de sua esposa para salvar sua própria vida, foi chamado, por Deus, de amigo. (2 Cr 20:7; Is 41:8).
     Jacó também foi usado como como exemplo para validar as dúvidas dos ateus em relação ao caráter do Senhor. Eles não entendiam por que alguém que trapaceou e mentiu poderia ser usado como referência para exemplificar a fidelidade do Pai, fato comprovado pela relevância dada por ele por meio da expressão ‘Deus de Jacó’ (Ex 3?6,15, 16;4:5; Mt 22:32; Mc 12:26; Lc 20:37; at 3:13; 7:32).
     Os mesmo questionamento eram levantados com relação a Moisés, que cometeu um assassinato, vivendo por um tempo como um fugitivo da lei egípcia, seguido de assassinato foi chamado de: homem segundo o coração de Deus. (1 Sm 2:35; 13:14).
     Assim, por meio desse material, o grande problema levantado pelos ateístas era o fato de não entenderem que tipo de Deus aceitaria ter Abraão como amigo, ou ainda, que tipo de Deus se agradaria de um homem como Daví?
     Na verdade, esse folheto apontava o fato  de que o próprio Senhor já havia reconhecido. Ele, apesar de justo e santo, por séculos recusou-se a condenar a humanidade, passando a justificar homens e mulheres como esses.
     Paulo esclareceu com precisão, essa situação em Romanos:
     “Ao qual Deus propôs para propiciação pela fé no seu sangue, para demonstrar a sua justiça pela remissão dos pecados dantes cometidos, sob a paciência de Deus”. (Romanos 3:25).
     Isso torna o Senhor injusto? Não, pois, por meio da morte de Cristo, o nome e os propósitos de Deus foram vindicados (justificados). Graças ao sacrifício de Jesus, o Senhor justificou (e continua justificando) os ímpios.
     ....................................................................
     Continuaremos no próximo sábado com o 3º sub-tema:  A SALVAÇÃO DE CRISTO É ÍMPAR.
     ....................................................................
     Fiquem com Deus e que Ele vos abençoe.
      ...............................

      Blog do Erleu.





sexta-feira, 18 de março de 2016

A NINGUÉM FIQUEI DEVENDO

A NINGUÉM FIQUEIS DEVENDO

A ninguém fiqueis devendo coisa alguma, exceto o amor com que vos ameis uns aos outros; pois quem ama o próximo tem cumprido a lei." Romanos 13:8

Pensamento: A Bíblia recomenda não pegarmos nada emprestado, muito menos ficar devendo algo a alguém. Temos que tomar muito cuidado, levamos o nome de cristo, vamos gastar e comprar com juízo e moderação. Nada de se envolver nesses crediários eternos, em parcelas a perder de vista, pois não sabemos o dia de amanhã e basta um imprevisto, para atrasarmos a parcela, e entrarmos em divida.

Oração: Deus, o Senhor sabe de todas as coisas que eu necessito, e não deixa faltar nada. Meu salário é suficiente e não tenho necessidade de tomar emprestado. Por isso eu te louvo, e agradeço, pela sua fidelidade. Peço perdão se estou devendo a alguém, ajuda-me a pagar essa dívida para que eu possa dar bom testemunho. Em nome de Jesus. Amém.
.........................................
BLOG DO ERLEU.

quinta-feira, 17 de março de 2016

QUEM É QUE VAI ADIANTE?

QUEM É QUE VAI ADIANTE?

"O SENHOR é quem vai adiante de ti; ele será contigo, não te deixará, nem te desamparará; não temas, nem te atemorizes." Deuteronômio 31:8

Pensamento: Podem haver problemas, lutas difíceis, mas Deus é quem vai a frente, e não importam as circunstâncias, Deus é maior que tudo, e Ele é poderoso para nos livrar e guardar. Jamais Deus irá nos desamparar. Você não precisa ter medo, pode procurar novas saídas, aproveitar novas oportunidades, confiando que Deus Pai está indo a sua frente.

Oração: Pai querido, não importa o tamanho do problema, sei que o Senhor vai a frente e me livra de toda e qualquer adversidade. Obrigado porque eu sei que o Senhor jamais me deixará, assim posso descansar, confiar e não ter medo de seguir adiante. Retira de mim toda ansiedade, medo e angustia. Eu oro em nome de Jesus. Amém.
...........................
BLOG DO ERLEU.

quarta-feira, 16 de março de 2016

RASGUEM O CORAÇÃO

RASGUEM O CORAÇÃO...

"Rasguem o coração, e não as vestes. Voltem-se para o Senhor, o seu Deus, pois ele é misericordioso e compassivo, muito paciente e cheio de amor; arrepende-se, e não envia a desgraça." Joel 2:13

Pensamento: Uma das coisas mais impressionantes sobre o nosso Deus é que ele é gracioso e compassivo. E isto nós vemos até quando estragamos tudo. De fato, quando pecamos, Ele anseia por nos limpar e perdoar, e não por condenar e punir. A sua graça tem pressa em receber nosso verdadeiro arrependimento com perdão, purificação e redenção.

Oração: Querido Pai, quando eu pecar, por favor, ajude-me a ver meu pecado como o Senhor vê. Ajude meu coração a sofrer com meu pecado quando eu me rebelar contra o Senhor. Eu jamais quero me tornar dormente ou frio em relação à sua graça. Eu quero sempre apreciar o preço que o Senhor pagou para me redimir, perdoar e me limpar com a sua graça. No nome de Jesus eu oro. Amém.
..........................
BLOG DO ERLEU.

terça-feira, 15 de março de 2016

GUIA-ME PELA VERDADE.

GUIA-ME PELA VERDADE

"Guia-me pelas veredas da justiça por amor do seu nome." Salmo 23.3

Pensamento: Aquele que compreende a profundidade dessa promessa se torna forte, confiante e destemido. Se o Senhor conduz você por vereda plana e pelos caminhos da justiça por amor do Seu nome, como seria possível algo estar errado em sua vida? Jamais! Todas as angústias, todo o mau humor, toda insatisfação e todas as queixas vêm da incredulidade. Permita-me dizer a você particularmente: o Senhor só é honrado e glorificado se você aceita as Suas promessas como sendo dEle para você bem pessoalmente. Se aqui está escrito: "Guia-me pelas veredas da justiça por amor do seu nome", isso significa por amor ao nome de Jesus. As promessas da Bíblia são garantidas e certas no precioso nome de Jesus, pois está escrito: "Porque quantas são as promessas de Deus tantas têm nele o sim; porquanto também por ele é o amém para glória de Deus." Essa certeza de ser guiado por vereda plana, por vereda de justiça, consola nosso coração. O mesmo Davi que também tinha essa certeza exclamou: "Percorrerei o caminho dos teus mandamentos, quando me alegrares o coração." É como um abençoado círculo divino, depois de nos aproximarmos dEle fica mais fácil obedecer ao Senhor.

Oração: Senhor Deus, quero lhe pedir a Sua graça e a Sua misericórdia sobre minha vida. Por favor ajuda-me a andar pelos Seus caminhos, conforme a tua vontade. Reconheço Suas promessas sobre minha vida, e sei que todas elas irão se cumprir, pois Tua palavra é fiél e não volta vazia. Eu agradeço ao Senhor por ter me resgatado, e através de Jesus demonstrado seu amor por mim. Eu oro em nome de Jesus. Amém.
...........................
BLOG DO ERLEU.

segunda-feira, 14 de março de 2016

ENTREM PELA PORTA ESTREITA.

ENTREM PELA PORTA ESTREITA.

"Entrem pela porta estreita, pois larga é a porta e amplo o caminho que leva à perdição, e são muitos os que entram por ela. Como é estreita a porta, e apertado o caminho que leva à vida! São poucos os que a encontram." Mateus 7:13-14

Pensamento: Mais de duas décadas atrás, Juan Carlos Ortiz criticou evangelistas europeus e norte-americanos por oferecerem um evangelho que ressaltava as recompensas em vez do senhorio de Jesus. Jesus, principalmente em Mateus 7, nos lembra que a graça não substitui o discipulado, e a misericórdia não liberta da nossa necessidade de nos arrepender verdadeiramente. Devemos aceitar a graça que nos é dada e realmente deixar Jesus ser o Senhor das nossas vidas. Não uma proposta de “ou isso ou aquilo”, mas um chamado de Deus para receber a graça e seguir Jesus como Senhor.

Oração: Todo Poderoso Deus, santo e majestoso na sua glória, eu sei que nunca serei digno da Sua Graça. Sei que a minha carne é facilmente tentada a desistir do discipulado. Então, por favor, ajude-me na minha busca de seguir o Bom Pastor no caminho à salvação. No nome de Jesus eu oro. Amém.
...........................
BLOG DO ERLEU.

domingo, 13 de março de 2016

CONTSRUINDO SOBRE A ROCHA

CONSTRUINDO SOBRE A ROCHA
PR. ALEJANDRO BULLÓN

"O texto bíblico para a mensagem de hoje está no Evangelho segundo S. Mateus, capítulo sete. Permitam-me ler a partir do versículo vinte e quatro: "Todo aquele, pois, que ouve estas palavras e as pratica, será comparado a um homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha; e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, que não caiu, porque fora edificada sobre a rocha. E todo aquele que ouve estas minhas palavras e não as pratica, será comparado a um homem insensato, que edificou a sua casa sobre a areia; e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, e ela desabou, sendo grande a sua ruína." Mateus 7:24-27

Aqui o Senhor Jesus novamente divide os membros da Igreja em dois grupos. Este pensamento se repete muitas vezes na Bíblia: trigo e joio, virgens prudentes e insensatas, enfim. Agora vemos aqui um homem prudente e outro homem insensato. Ambos reunidos na mesma Igreja. O homem prudente edifica a sua casa sobre a rocha e quando vêm a tempestade, as turbulências e as enchentes, a casa permanece firme. O homem insensato edifica sua casa sobre a areia e quando os ventos sopram, a tempestade vem e a noite escura chega, a casa cai em pedaços porque foi construída sobre a areia.

O que é que o Senhor Jesus está querendo dizer? Para entender isto precisamos ler o verso 24, que diz assim: "Todo aquele, pois, que ouve estas minhas palavras..." Mateus 7:24

A quais palavras o Senhor Jesus está se referindo? Permitam-me ler a partir do versículo 21, para entender este assunto: "Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus. Muitos, naquele dia, hão de dizer-me: Senhor, Senhor! porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então lhes direi explicitamente: Nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniqüidade." Mateus 7:21-23. O verso seguinte diz: "Todo aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as pratica, será comparado a um homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha." Mateus 7:24

Percebeu? O Senhor Jesus nos apresenta o dia da Sua volta, quando a sentença de salvação ou perdição é dada. Há um grupo de homens e mulheres que está se perdendo e Jesus lhes disse: "Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus." Mateus 7:21

Evidentemente, este grupo não fez a vontade do Pai. Mas eles reclamam e não aceitam o veredito divino. Eles dizem: "Um momento, Senhor! Um momento! Como é que não fizemos a vontade do Pai, se nós fizemos milagres, expulsamos demônios e profetizamos?"

Aqui está um assunto muito delicado. Permita-me perguntar-lhe: expulsar demônios não é fazer a vontade do Pai? Fazer milagres e profetizar não é fazer a vontade do Pai? "Não, Pastor? isto não é fazer a vontade do Pai? Fazer a vontade do Pai é guardar os dez mandamentos?" Você pode me dizer. Mas, esses homens, os judeus, a quem Jesus estava falando, eram campeões em guardar os dez mandamentos. Eles guardavam os mandamentos tão rigorosamente que só para o sábado eles tinham um monte de pequenos mandamentos. Eram pessoas que dizimavam até a menta e o coentro. Como é que não guardavam os mandamentos? Eles já tinham passado pelo primeiro estágio da vida espiritual. Eles já estavam num estágio mais avançado. Profetizavam, faziam milagres e expulsavam demônios. Mas Jesus diz: "Vocês estão se perdendo porque não fizeram a vontade do Pai." E quando eles reclamam, Jesus responde: "Eu não os conheço, não sei quem são vocês. Poderão ter profetizado, feito milagres, guardado mandamentos, feito tudo, mas eu não conheço vocês. Apartem-se de mim, praticantes de iniqüidade." E depois disto Jesus diz: "Todo aquele, pois, que ouve estas minhas palavras (esta explicação que acabo de dar) e as pratica, será comparado a um homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha; ... E todo aquele que ouve estas minhas palavras e não as pratica, (e não as leva a sério) será comparado a um homem insensato, que edificou a sua casa sobre a areia." Mateus 7:24 e 26

O que Jesus está tentando nos dizer é que fazer a vontade do Pai não é somente portar-se bem ou mal, como não matar, não roubar, não fumar, não usar drogas, não fazer isso ou aquilo. Fazer a vontade do Pai não é somente expulsar demônios, fazer milagres ou profetizar. Se apenas isso fosse fazer a vontade do Pai, essas pessoas estariam salvas. Mas elas estão se perdendo.

Então, o que é fazer a vontade do Pai? Fazer a vontade do Pai, é fazer tudo aquilo, só que não pelas próprias forças, mas pela dependência permanente de Cristo. Você acha que Jesus quer que você se porte bem e nada mais? Você está completamente enganado. Jesus quer que você se porte bem, sim, mas pelo único método que Ele tem e que é a comunhão, a dependência e o relacionamento com a fonte do poder que é Cristo. Se você se portar bem somente por suas próprias forças, por seu domínio próprio ou por seu moralismo, você NÃO ESTÁ fazendo a vontade do Pai. Mas se você se portar bem porque vive uma vida de comunhão permanente com o Pai, então sim, você ESTÁ fazendo a vontade do Pai. Por isso, todo aquele que edifica a sua vida espiritual no domínio próprio, na força de vontade, no esforço humano, no moralismo, nos regulamentos, na disciplina ou auto-diciplina, todo aquele que fundamenta o prédio da sua vida espiritual nessas coisas, está construindo sobre a areia. Quando vier o vento, a casa vai ruir. Mas aquele que edifica sua experiência espiritual na dependência permanente de Cristo, está edificando na rocha que é Jesus. E se vierem provações ou dificuldades, a fé não vai esmorecer, porque você construiu na rocha que é Cristo.

Pergunto: Por que você está na Igreja à qual pertence? Por que o pastor pregou um sermão bonito? Por que sua mãe pediu? Por que a doutrina lhe convenceu? Você está na Igreja porque os irmãos são muito amorosos? Por que gosta do templo? Por que não gostou da outra Igreja? Sabe, tudo isso é edificar na areia. Se você é cristão porque seu pai chorou, ou porque o pastor pediu, ou a doutrina lhe convenceu, ou por isso, ou por aquilo, quando chegam as tormentas espirituais, sua casa vai ruir. Mas se você é cristão porque se apaixonou por Cristo, porque se enamorou de Jesus, porque Jesus é tudo na sua vida e ela passou a ser uma permanente dependência de Jesus, então você construiu sua casa na Rocha. E que venham provações, ou perseguições, ou dificuldades. Que venham enfermidades, ou morte, ou traição, a sua fé nunca vai desmoronar porque foi edificada na Rocha, que é Cristo.

Amigo querido, o Senhor Jesus quer conquistar os seres humanos. Às vezes caimos na vida espiritual, nos machucamos, como Maria Madalena. Às vezes chegamos ao fundo, na miséria, na lama. Lutamos para sair e quanto mais lutamos, mais nos afundamos, impotentes, incapazes, perdidos, acabados. E quando o mundo nos vira as costas, quando até os pais e os amigos mais queridos acham que somos um caso sem solução, aí, no desespero, clamamos a Deus e Ele nos tira para podermos edificar na rocha. E sabe por que chegamos a este ponto? Porque estávamos edificando nossa casa na areia do esforço próprio, do moralismo, do auto-controle.

Você acha que vai vencer a tentação porque tem força? Não vai. E sabe por que? Porque o inimigo que você tem é muito mais astuto do que você imagina. Quando o inimigo quer destruir você, ele não é bobo para se apresentar e dizer: "Oi, como vai, eu sou o diabo e estou aqui para arruinar a sua vida." O diabo se esconde, se disfarça e não se disfarça de coisas feias, não! Ele escolhe as coisas mais bonitas. Ele se esconde atrás de uma mulher bonita, para arruinar a vida de um cristão. Ele se esconde atrás de um rapaz bonito, para arruinar a vida de um mulher cristã. Ele se esconde atrás de uma garrafa fascinante! Acaso o inimigo mostra um fígado se deteriorando na garrafa de bebida alcoólica? Não! Ele mostra bolhas, pedras de gelo, uma maravilhosa aventura. Ele não mostra um maço de cigarro com um pulmão destruído pelo câncer. Não! Ele mostra um homem cheio de saúde, cavalgando pelas montanhas. O inimigo se esconde atrás de filosofias, mensagens, ideologias e até de religiões bonitas. Ele não é tolo para escolher coisas feias. O diabo escolhe as melhores coisas, as mais belas, para enganar e arruinar. E uma vez que arruina, escraviza, não se contenta somente em derrotá-lo, mas também humilha, pisa, estraçalha e leva ao fundo do poço, para depois dar uma gargalhada de vitória. É por isso que sua fé não pode estar edificada em cima de recursos humanos. Não pode estar somente edificada na Igreja, na doutrina, na música, nos irmãos ou no pastor. Sua fé tem que estar fundamentada em Cristo, unicamente em Cristo. Todas as demais coisas só têm sentido quando o centro de tudo é Cristo.

É por isso que S. Paulo escreve em Efésios 6:10. Ele diz: "...sede fortalecidos no Senhor e na força do seu poder... porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e, sim, contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes."

A sua luta não é contra um homem, a sua luta é contra o inimigo das almas, astuto, covarde, traiçoeiro. Ele não prepara uma tentação para todo o mundo, não! O diabo tem uma fábrica de tentações e nessa fábrica ele tem muitos anjos seus trabalhando. Ele tem sua ficha completa desde o dia em que você nasceu, quem são seus pais, sua herança genética, a educação que você recebeu, os traumas psicológicos que você carrega aonde você cresceu, quem foram seus amigos... tudo está no arquivo do inimigo. Com estes dados, o inimigo prepara tentações personalizadas. A tentação sai da fábrica do diabo com "nome e endereço".

Porque você sabe que, o que é tentação para você, pode não ser para mim. O que para mim é tentação, pode não ser para você. Mas o diabo conhece a vida de cada um. É por isso que não podemos, muitas vezes, resistir ao inimigo, é por isso que temos que edificar nossa fé na rocha.

Meu amigo, quando falamos de tentação, temos que levar em conta que TENTAÇÃO não é pecado. Não se sinta mal quando um pensamento imundo sobe à sua cabeça. Não se sinta um pecador porque em seu coração aparece um sentimento negativo. Não se sinta miserável porque a tentação aparece em sua vida. Deixe o diabo tentar quanto ele quiser. Você não é pecador porque é tentado. O pecado começa quando você passa a acariciar a tentação.

Martinho Lutero tem uma ilustração interessante. Ele afirma que: "Você não pode impedir que os passarinhos voem por cima da sua cabeça, mas pode evitar que façam ninhos sobre ela." (Martinho Lutero). Querido, se um passarinho está voando por aí, deixe-o voar, ele é livre, que voe por onde quiser. Agora, se o passarinho pegar uma palhinha, trouxer e colocar na sua cabeça, sair outra vez e trouxer outra palhinha, aí, não! A sua cabeça é sua cabeça. Você tem o direito de dizer: "Saia daqui!" Tentação é o passarinho voando. Pecado é o passarinho fazendo ninho na sua cabeça.

Você está deitado em sua cama e um pensamento sujo sobe à sua mente. Não se sinta pecador, isso é tentação, TENTAÇÃO não é pecado. Você está tranqüilo e de repente vê uma cena que lhe provoca um pensamento sujo, isto não é pecado, isto é tentação. Pecado é quando você começa a acariciar, a se deleitar, a trabalhar no pensamento, então, você está caindo no pecado.

Voltemos agora ao conselho de Paulo: "...sede fortalecidos no Senhor e na força do seu poder."Efésios 6:10

E Jesus diz: Todo aquele que ouve estas minhas palavras e entende que não basta obedecer, ou ser membro de uma Igreja, mas tem que edificar sua casa na Rocha. Qualquer um que entender estas minhas palavras está construindo para a eternindade.

É isso que eu e você precisamos entender, meu querido. Não nos salvaremos porque fomos bons membros de Igreja, nem sequer porque fomos bons pais, ou bons esposos. Não será porque cumprimos todos os mandamentos de Deus que vamos nos salvar. Não! Tudo isso é areia. O ser humano não pode depositar a confiança da sua salvação na areia. Tem que colocar seus olhos em Cristo e edificar sua fé na rocha que é Jesus.

Você está disposto a fazê-lo? Está disposto a abrir o coração a Jesus e depositar sua confiança nEle? Faça-o agora.
ORAÇÃO

Querido Pai: há milhares de pessoas neste momento, elevando uma oração sincera Ouve o clamor silencioso desses corações e responde segundo a Tua misericórdia. Tu conheces a necessidade íntima de cada um, responde, em nome de Jesus, Amém.

....................................